publicidade
Economia

CVM atribui fraude bilionária a ex-diretores da Americanas

Relatório responsabiliza antigos executivos e encaminha o caso ao Ministério Público Federal

Os ex-executivos da Americanas enfrentam acusações de associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado | Foto: Reprodução/Flickr
A varejista fechou o negócio com o grupo BandUP! pelo valor de R$ 152,9 milhões | Foto: Reprodução/Flickr

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concluiu a apuração sobre o rombo de R$ 25 bilhões na Americanas. O relatório técnico atribui a execução do esquema a ex-diretores da companhia. A informação é do jornal O Globo.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

Receba nossas atualizações

O documento indica Miguel Gutierrez, ex-CEO, como líder da articulação. Ele deixou o país em 2023 e permanece na Espanha. Técnicos afirmam que o grupo atuou sem ciência do conselho de administração e dos comitês internos. Ao todo, 31 pessoas aparecem como participantes diretas. O conjunto inclui diretores estatutários, gestores e funcionários de várias áreas.

Caminho até o julgamento da Americanas

A fase de investigação terminou no fim do ano passado. O material reúne documentos e depoimentos. A Superintendência de Processos Sancionadores recomendou a abertura do processo punitivo e o envio do conteúdo ao Ministério Público Federal.

Os citados já receberam notificação para apresentar defesa. Na sequência, poderão propor termos de compromisso. Só então o colegiado da CVM analisará o mérito. A expectativa é de decisão em cerca de um ano.

A própria Americanas figura como acusada. A peça sustenta que isentar a empresa criaria precedente no mercado. O texto afirma que as vítimas foram acionistas, debenturistas e outros detentores de valores mobiliários. Os responsáveis legais eram diretores estatutários.

Entre os nomes do núcleo central, além de Gutierrez, aparecem Anna Saicali, José Timóteo de Barros, Márcio Cruz Meirelles e Fábio Abrate. Há registros de participação de diretores não estatutários, gerentes e outros empregados.

Sobre o ex-CEO, o relatório afirma: “Deve ser responsabilizado por ter comandado, por ao menos uma década, um esquema de manipulação no mercado de valores mobiliários, com ofertas baseadas em informações falsas, valendo-se de sua posição como diretor-presidente e membro de conselhos que aprovaram demonstrações financeiras adulteradas.”

Além das acusações já apresentadas por autoridades policiais, o grupo pode enfrentar multas, inabilitação e suspensão para atuação no mercado de capitais. O caso foi o maior escândalo financeiro do país até o avanço das apurações sobre o Banco Master, que soma perdas estimadas em R$ 56 bilhões.

Leia também: “Banco Central liquida a Will Financeira, instituição ligada a Vorcaro”

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.