publicidade
Economia

Crise na TV por assinatura: setor registra pior desempenho desde 2009

Redução de clientes em relação ao ano passado é de 21%; especialistas apontam a mobilidade como principal fator de mudanças no consumo

Consumo de informações por meio da internet impactou diretamente os resultados do setor, avaliam especialistas | Foto: Reprodução/Twitter/X
Consumo de informações por meio da internet impactou diretamente os resultados do setor, avaliam especialistas | Foto: Reprodução/Twitter/X

O setor de TV por assinatura no Brasil fechou 2024 com 9,3 milhões de clientes, uma queda de 21% na comparação com o fim do ano anterior. Esse recuo, segundo o site Poder360, foi o maior da história, conforme dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

Em 2014, no pico, havia 19,6 milhões de acessos de televisões a cabo. Contudo, quando se compara esse resultado aos números de hoje, observa-se principalmente uma queda de 52,7% na base de assinantes. Especialistas dizem que os avanços da internet e de serviços de streaming, como Netflix e Globoplay, influenciam na mudança na forma de consumo. 

Receba nossas atualizações

Nova geração impõe resistência à TV por assinatura 

“As novas gerações não estão mais na frente da TV. As pessoas estão circulando. Elas estão na mobilidade total. Querem assistir o que quiserem, onde quiserem”, explica a professora Maria Letícia Renault, da Faculdade de Comunicação da UnB (Universidade de Brasília).

A professora acrescenta que muitos jovens não assistem à televisão no “modelo que se conheceu antes”, mas que isso “não significa” que eles não consumam esse conteúdo de outra forma, como em redes sociais e em sites das emissoras.

Os números indicam sobretudo uma mudança de comportamento de consumo em toda uma cadeia de mídia. Observa-se, por exemplo, que os cinco principais canais de TV de notícias do Brasil registraram em 2024 uma média de só 11.792 espectadores por dia. 

As maiores operadoras; confira

O mercado de TV por assinatura do Brasil concentra 96% das operações em cinco operadoras: 

  • Claro: 4.726.441 de assinantes (51,1% do mercado); 
  • Sky: 2.668.313 de assinantes (28,8% do mercado); 
  • Vivo: 785.191 assinantes (8,5% do mercado); 
  • Oi: 649.342 assinantes (7,0% do mercado); 
  • Ibipar: 55.351 (0,6% do mercado).

Dos 9,3 milhões de clientes, 4,6 milhões tinham acesso à TV via satélite, outros 3,5 milhões por cabo (coaxial, de cobre, ou metálico) e 1,1 milhão por fibra. 

+ Leia mais notícias de Economia na Oeste

Leia mais sobre:

5 comentários
  1. Flávio Marini Fava
    Flávio Marini Fava

    Só assina quem é muito arcaico ou quem não tem possibilidade de streaming, o que já está se tornando bem difícil, porque até em lugares remotos já tem internet fibra. A “TV a cabo” é um dinossauro que já está extinto, mas ainda teima em respirar.

  2. Bibliófilo

    Enquanto não dispuserem de assinatura por demanda, jamais voltarei a assinar. A assinatura é cara pelo serviço que prestam. Há canais inúteis nos pacotes, a que você jamais assistirá. A assistência técnica é horrível.

  3. FORA LULA
    FORA LULA

    as empresas deste setor não sabem escutar o consumidor (ou não tem capacidade técnica para fazer o que o cliente quer). por exemplo: deixem de incluir canais que o cliente não quer, ofertem a possibilidade do cliente elaborar sua grade.

  4. Liberta Brasil
    Liberta Brasil

    TV por assinatura é pagar pra ter lavagem cerebral, o mesmo episodio e filme se repetem inumeras vezes na semana, só serve pra colocar em hospital onde o doente mental fica se lobotomizando.

  5. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    E vai piorar. Essas empresas não consideram as súplicas dos assinantes. Em primeiro lugar, é muito caro. Em segundo lugar, o you tube e as redes sociais estão conquistando mais gente. Depois vem o cúmulo de não permitir mudanças no pacote. O cliente tem que aceitar canais que nunca verá e que são jogados dentro do boleto de forma obrigatória. Aqui em casa foi um exemplo: pedimos várias vezes para redução do plano porque não desejávamos alguns canais de programas infantis (os netos já estão grandinhos), canais tipo “revistas e jornais” ou cozinhando com xy. Os pacotes deveriam ser escolhidos pelo cliente, 10, 15 canais, no máximo. E um preço justo por pacote, a cada 10 um preço, a cada 20 outro preço, e assim por diante. NO futebol nem sefala. É casríssimo.. Trocamos pela parabólica que é de graça e constinuamos no you tube. Assinamos alguns canais que são baratos e dentro de nossa simpatia em termos jornalísticos.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.