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Economia

Correios lideram aumento de ações trabalhistas no TST em 2 anos

A estatal, que precisa de R$ 8 milhões para fechar as contas em 2025, tem quase 18 mil processos abertos

Correios
Em meio a rombo histórico, Correios contraiu empréstimos bilionários | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Os Correios lideram o ranking de novas ações trabalhistas no Tribunal Superior do Trabalho (TST) nos últimos dois anos. Quase 18 mil processos foram registrados contra a estatal apenas entre 2024 e 2025, o que amplia a pressão sobre as contas já deficitárias da empresa.

Dados coletados pelo jornal O Estado de S. Paulo mostram que, entre janeiro e outubro de 2025, os Correios foram parte em 8,5 mil novos processos trabalhistas no TST. Desse total, 5,6 mil foram apresentados pela própria estatal, enquanto 2,9 mil partiram de funcionários. Em 2024, outros 9,3 mil processos mencionaram a estatal.

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Abaixo dos Correios, figuram na lista de empresas com maior volume de ações trabalhistas no TST, entre 2024 e 2025:

  • Bradesco: 15,4 mil;
  • Petrobras: 14,2 mil;
  • Santander: 12,7 mil;
  • Itaú Unibanco: 10,9 mil.

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou nesta segunda-feira, 29, que o plano de reestruturação da estatal prevê captar R$ 20 bilhões e ainda faltam R$ 8 bilhões para fechar o caixa anual. Segundo ele, ainda será decidido se o Tesouro Nacional participará desse aporte.

Números oficiais que mostram o rombo dos Correios | Foto: Revista Oeste
Números oficiais que mostram o rombo dos Correios | Foto: Revista Oeste

Na última sexta-feira, 26, a estatal assinou um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com as instituições Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O financiamento terá prazo de 15 anos, com juros próximos à taxa Selic, e recebeu aval do Tesouro Nacional recentemente.

Medidas para conter o prejuízo dos Correios

Entre janeiro e setembro de 2025, o prejuízo acumulado ultrapassou R$ 6 bilhões, reflexo de déficits sucessivos desde 2022. Para tentar reverter a situação, os Correios pretendem abrir um Programa de Demissão Voluntária em janeiro de 2026, com estimativa de adesão de até 15 mil funcionários e economia anual de R$ 2,1 bilhões.

“Conforme previsto no plano de reestruturação, os Correios estão aprimorando os controles e critérios relacionados aos passivos judiciais”, declarou a empresa em nota ao Estadão.

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