A possibilidade de uma greve dos trabalhadores dos Correios em São Paulo ganhou força depois de aprovação de indicativo pelo Sintect-SP, sindicato que representa a categoria na capital, na Grande São Paulo e Sorocaba, durante assembleia realizada na noite de terça-feira, 2. A paralisação está prevista para começar na terça-feira 16, a partir das 22h.
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Além do indicativo, os funcionários se mobilizam com uma caravana marcada para Brasília, na terça-feira 9, com a intenção de participar de um ato nacional no dia seguinte, 10. O movimento faz parte da campanha da categoria para renovar o acordo coletivo e reivindicar reajuste salarial em 2025.
Negociações e cenário financeiro dos Correios
Os Correios informaram ao jornal Folha de S.Paulo que as entregas seguem funcionando normalmente e que as negociações continuam no objetivo de garantir o atendimento à população e o bem-estar dos empregados. “Situações específicas devem ser reportadas à empresa por meio dos canais oficiais de relacionamento para serem averiguadas e solucionadas”, comunicou a estatal.
Em relação às finanças, a companhia acumula prejuízo de R$ 6,1 bilhões até setembro, conforme relatório aprovado pelo conselho de administração no fim de novembro. Entre os fatores que aprofundam a crise estão a chamada “taxa das blusinhas”, queda de receitas, aumento das despesas operacionais, processos judiciais e a concorrência com empresas privadas de logística.
O diretor do Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e zona postal de Sorocaba), Douglas Melo, destacou que a categoria espera a confirmação de uma audiência pública em Brasília nos dias 9 e 10, organizada pelo deputado federal Leonardo Monteiro (PT-MG). Segundo ele, uma nova assembleia nacional deve ser realizada em 15 ou 16 de dezembro, dependendo da disponibilidade dos sindicatos, para decidir sobre o início efetivo da greve caso as negociações não avancem.
Melo relatou ainda que os trabalhadores estão sem acordo coletivo desde 1º de agosto e que a empresa vem prorrogando o documento mês a mês, com previsão de término em 15 de dezembro. “Depois esse período, ficamos sem acordo”, disse. “As cláusulas que estão acima da CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] deixam de ter garantia.”
Demandas dos trabalhadores e desafios operacionais
Ele também cobrou um aporte emergencial do governo federal, diante das dificuldades dos Correios para obterem empréstimos. O Tesouro Nacional vetou, na noite de terça-feira, a garantia ao empréstimo de R$ 20 bilhões solicitado pela estatal. “O serviço postal é previsto na Constituição, é um direito da população, e cabe ao governo mantê-lo. É necessário garantir a entrega de encomendas, cartas e serviços sociais que os Correios prestam”, argumentou Melo.
No mês de junho, o sindicato já havia apontado atrasos no pagamento de terceirizados e problemas no plano de saúde, o que resultou em paralisação de motoristas na zona sul de São Paulo e atrasos nas entregas. Com prejuízo de R$ 2,59 bilhões em 2024, os Correios anunciaram em maio um plano de corte de despesas de R$ 1,5 bilhão para 2025, incluindo PDV, redução de jornada e suspensão de férias.
O Sintect-SP, contudo, defende a contratação dos 3,5 mil aprovados em concurso realizado em dezembro de 2024, contrapondo as medidas de contenção de gastos. Ainda em junho, a categoria ingressou com ação judicial contra a obrigatoriedade de retorno ao trabalho presencial, alegando que a medida aumenta os custos da empresa e é incompatível com a atual política de enxugamento de despesas.
Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste
A empresa estavam dando lucro bem considerável,resolveram fazer o L com força,estão reclamando do quê?
Só falta usar dinheiro público para salvar essa porcaria.
Puxa vida. Como é que vou mandar minhas cartas e cartões de Natal este ano?
Essa instituição já deveria ter sido fechada ou privatizada.