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Economia

Copom volta a subir juros e projeta economia mais fraca para conter inflação

Documento do Banco Central indica desaquecimento como estratégia para atingir meta inflacionária; Selic atinge 14,25% ao ano

Banco Central anuncia leilão de venda de dólares à vista; Copom
Prédio do Banco Central em Brasília | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) revela que a perda de ritmo da economia é vista como essencial para trazer a inflação ao centro da meta, fixada em 3%. O Banco Central aponta sinais de arrefecimento na atividade econômica, mas alerta para um mercado de trabalho ainda aquecido. A ata foi divulgada na terça-feira 19.

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O comitê identificou indícios de desaceleração nos setores de serviços, indústria e ocupação. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,2% no quarto trimestre de 2024, contra altas anteriores de 1,3% e 0,7%. Mesmo assim, o Copom reiterou que o mercado de trabalho segue mais aquecido do que o esperado.

Selic volta ao patamar do governo Dilma

Na reunião de 19 de março, o comitê elevou a Selic em 1 ponto porcentual e fixou a taxa em 14,25% ao ano. Esse é o mesmo nível registrado no final do governo Dilma Rousseff (PT), em 2016. A decisão busca alinhar as expectativas dos agentes econômicos com o compromisso da autoridade monetária de conter a inflação. O comitê sinalizou que, em maio, o ajuste pode ser menor.

O Copom considera que as expectativas inflacionárias voltaram a subir em todos os horizontes

O IPCA acumulado em 12 meses até fevereiro alcançou 5,06%, acima do teto da meta, que permite até 4,5%. O Copom considera que as expectativas inflacionárias voltaram a subir em todos os horizontes, o que tornou o cenário mais desafiador. A autoridade reafirma a necessidade de manter a política monetária contracionista.

A percepção negativa sobre a situação fiscal, aliada a medidas de estímulo ao consumo e à instabilidade da dívida pública, contribuem para a pressão inflacionária. O BC não citou diretamente a ampliação da isenção do IR, a liberação do FGTS ou alterações no consignado, mas esses fatores influenciam o diagnóstico do mercado.

Brasil segue entre os maiores juros reais do mundo 

A taxa real de juros projetada para os próximos 12 meses está em 8,79%. O Brasil ocupa a quarta posição global e fica atrás apenas de Turquia, Argentina e Rússia.

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