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Economia

Copom sobe juros para 14,25%, maior patamar desde 2016

Elevação da Selic era amplamente esperada pelo mercado financeiro e previamente sinalizada pela autarquia

Banco Central divulgou decisão sobre juros e inflação | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
A BMP informou que o ataque comprometeu exclusivamente as chamadas ‘contas reserva’ | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu subir novamente a taxa de básica de juros em um ponto porcentual (p.p.) nesta quarta-feira, 19. Com isso, a Selic passou a 14,25% ao ano — maior patamar desde outubro de 2016, durante a crise do governo de Dilma Rousseff.

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A alta é uma medida para conter a disparada da inflação nos últimos meses, impulsionada principalmente pela falta de política fiscal consistente do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo aumento descontrolado de gastos.

No comunicado divulgado depois da reunião, a autarquia afirmou que ​”o ambiente externo permanece desafiador, em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos”. O Banco Central avalia que esse contexto tem gerado ainda mais dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e do ritmo de crescimento nos demais países.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.

Gabriel Galipolo foi indicado por Lula para comandar o Banco Central | Foto: Lula Marquês/Agência Brasil
Gabriel Galípolo foi indicado por Lula para comandar o Banco Central | Foto: Lula Marquês/Agência Brasil

Alta dos juros já era esperada

A elevação da taxa de juros era amplamente esperada pelo mercado financeiro e previamente sinalizada na ata do último encontro do Copom, quando a Selic foi definida em 13,25%.

A decisão desta quarta-feira também ocorre em meio cenários de alta pressão na inflação doméstica e incertezas com os rumos da economia dos Estados Unidos — e os seus impactos na decisão dos juros do Federal Reserve, o Banco Central norte-americano.

Em fevereiro, a inflação oficial do país ficou em 1,31%, e o acumulado em 12 meses alcançou 5,06%, acima do teto da meta, de 4,5%.

Leia também: “Copom aumenta juros para 13,25% na 1ª reunião sob liderança de Galípolo”

Segundo a pesquisa Focus, a projeção mediana dos analistas aponta a Selic em 15% ao fim deste ano. Desde a última reunião, aumentou a percepção de que o aperto monetário começa a surtir efeito, refletido em sinais de desaceleração econômica.

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1 comentário
  1. jose luiz Corte
    jose luiz Corte

    Os canalhas de plantão dirão que a culpa é do Roberto Campos Neto.

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