O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, conforme reunião nesta quarta-feira, 5. Esta é a terceira vez consecutiva que o colegiado opta por preservar o nível atual do custo do dinheiro. A decisão, unânime, era o cenário-base dos agentes financeiros. O mercado observa agora os próximos sinais para estimar quando poderá ocorrer o início de um ciclo de redução das taxas.
Em comunicado oficial, o Banco Central (BC) afirmou que os riscos para a trajetória da inflação permanecem altos, tanto no sentido de aceleração quanto de desaceleração. O texto também aponta incertezas sobre o ambiente externo e principalmente quanto à política fiscal doméstica.
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Copom sugere cautela
O Copom mencionou, primeiramente, os efeitos das tarifas comerciais dos Estados Unidos em relação ao Brasil. Do mesmo modo, destacou as discussões fiscais internas sobre a política monetária. Diante desse quadro, o comitê reforçou a necessidade de manter uma postura cautelosa.
O BC voltou a fazer um alerta. Disse que, para garantir a convergência da inflação para a meta em um contexto de expectativas menos incômodas, a política monetária terá de permanecer em terreno contracionista por um período mais longo.
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O ciclo de aperto teve início em setembro de 2024, quando a Selic foi elevada de 10,50% para 10,75% ao ano, com o objetivo de conter pressões inflacionárias e uma atividade econômica acima do projetado. A partir daí, os juros continuaram subindo. Atingiram 11,25% em novembro e encerraram 2024 em 12,25%, já com aumentos contratados para os meses seguintes.
Em 2025, o movimento de elevação continuou. A Selic chegou a 13,25% em janeiro, passou para 14,25% em março e alcançou 14,75% em maio. A alta final para 15% ocorreu na reunião de junho. Desde então, o Copom tem mantido o patamar atual à espera de sinais mais claros sobre a evolução da inflação e das condições fiscais do país.
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PT com saudades do Campos????