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Economia

Contas públicas registram déficit primário de R$ 44,3 bilhões em junho

O resultado ficou acima do registrado no mesmo período de 2024, quando o déficit chegou a R$ 38,7 bilhões

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendem a taxação dos ‘super-ricos’ | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Comparando com maio de 2024, houve aumento real de 5,2% na receita líquida e crescimento de 7% nas despesas totais do governo central | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

De acordo com dados do relatório do Tesouro Nacional, divulgados nesta quarta-feira 30, as contas do governo central, que englobam Tesouro, Banco Central e Previdência Social, registraram déficit primário de R$ 44,3 bilhões no mês de junho.

Esse resultado ficou acima do registrado no mesmo período de 2024, quando o déficit chegou a R$ 38,7 bilhões, conforme dados do Tesouro divulgados em 29 de julho de 2025.

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Durante o mês, Tesouro Nacional e Banco Central apresentaram superávit conjunto de R$ 5 bilhões, enquanto a Previdência Social acumulou déficit de R$ 49 bilhões.

Comparando com maio de 2024, houve aumento real de 5,2% na receita líquida e crescimento de 7% nas despesas totais do governo central.

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Desempenho semestral e evolução das receitas

No primeiro semestre de 2025, o desempenho acumulado em 12 meses mostrou superávit primário de R$ 15,3 bilhões, representando 0,11% do PIB. Esse saldo resultou de superávit de R$ 192 bilhões do Tesouro e Banco Central e déficit de R$ 203 bilhões na Previdência Social.

Em termos reais, as receitas totais em junho subiram R$ 46,8 bilhões (3,4%) e a receita líquida aumentou R$ 31,7 bilhões (2,8%) em relação ao mesmo período do ano passado.

O Tesouro Nacional explicou que a alta na receita líquida se deveu principalmente ao desempenho das receitas administradas pela Receita Federal, que cresceram 5,4% (mais R$ 7,2 bilhões).

Dentre as receitas, o Imposto de Importação teve alta de R$ 10,4 bilhões, o Imposto sobre a Renda aumentou R$ 19,2 bilhões e outras receitas administradas pela Receita Federal cresceram R$ 12,2 bilhões.

Déficit, superávit e metas fiscais

O resultado primário considera a diferença entre receitas e despesas sem incluir os juros. O déficit ocorre quando as despesas superam as receitas; o superávit aparece quando ocorre o contrário.

Em 2024, o governo central encerrou o ano com déficit primário de R$ 43 bilhões, equivalente a 0,36% do PIB.

Leia também: “A briga do boçal-raiz”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 279 da Revista Oeste

Os primeiros meses de 2025 mostraram oscilação: em janeiro houve superávit de R$ 84,9 bilhões, seguido por déficit de R$ 31,7 bilhões em fevereiro. A meta fiscal do governo federal para 2025 prevê déficit zero, com o objetivo de equilibrar receitas e despesas.

Para os próximos anos, a meta é alcançar superávit primário de 0,25% do PIB em 2026 (R$ 33,1 bilhões), de 0,50% em 2027 (R$ 70,7 bilhões) e de 1% em 2028 (R$ 150,7 bilhões), caminhando para um cenário fiscal mais sólido até lá.

2 comentários
  1. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    Na propaganda oficial para enganar os néscios, o Brasil está maravilhoso, economia a pleno vapor e as pesquisas de metodologia altamente duvidosa, é certo que até 31 de Dezembro o Brasil passe os Estados Unidos no PIB. No mundo real, no entanto, a desordem fiscal, carga de tributos exorbitante sem que o Governo entregue aos esfolados brasileiros pagadores de impostos bons serviços de saúde, segurança, infraestrutura e sobretudo TRANSPARÊNCIA, o Lula 3 é uma mistura incompreensível de ineficiência, extravagância nos gastos públicos, escândalos de corrupção, roubo no INSS, e sobretudo INSEGURANÇA JURÍDICA como ” nunca antes na História deste país “. Claro que a velha, podre, venal e desacreditada imprensa estatizada vai dizer que déficit de 44,3 BILHÕES DE REAIS é culpa do Eduardo Bolsonaro, do Trump, do Pililiu da Resenha, Milei, mas nunca culpa do próprio governo. Reflexo dessa diarreia de incompetência e ode à burrice, hostilizados, ‘mais ricos’ tiraram R$3,6 trilhões do Brasil. Com a estupidez, há menos dinheiro circulando, menos empresários e menos empresas, e desemprego e inflação à vista. E não foi por falta de aviso: ao inventar a guerra eleitoral “ricos x pobres”, para pretextar mais impostos, Lula 3 fez o dinheiro sumir do Brasil, como no governo populista e ignorante do amigo Alberto Fernández na Argentina. Levantamento da consultoria Henley & Partners divulgado nesta terça-feira (24). O relatório mostra uma reconfiguração nos fluxos de riqueza global, com países como Reino Unido, China e Brasil perdendo capital humano e financeiro de alta renda, enquanto Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Itália lideram os ganhos. Pobre Brasil…

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