publicidade
Economia

Conta de luz deve subir 8% em 2026

Aumento supera inflação e reflete o peso dos encargos do setor elétrico

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa | Foto: José Cruz/Agência Brasil
O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa | Foto: José Cruz/Agência Brasil

A conta de energia elétrica no Brasil deve subir, em média, 8% em 2026, segundo projeção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O porcentual é quase o dobro da estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, projetada em 4,1% no mais recente Boletim Focus do Banco Central do Brasil.

A estimativa foi apresentada pelo diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa. Ele afirmou que o avanço das tarifas preocupa por superar os principais indicadores de inflação. O cenário ocorre em um momento de aumentos relevantes em diferentes distribuidoras. 

Receba nossas atualizações

Contas têm aumento em diversas praças

No início do ano, foi autorizado um reajuste médio superior a 24% para consumidores atendidos pela Roraima Energia. Em seguida, a agência aprovou aumentos de 8,6% para clientes da Light S.A. e de 15,6% para consumidores da Enel Rio.

Esses reajustes fazem parte do processo periódico de revisão tarifária aplicado às concessionárias de distribuição de energia. De acordo com a Aneel, o principal fator por trás da alta prevista é o crescimento dos encargos do setor elétrico, especialmente os ligados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo financiado pelos próprios consumidores para custear subsídios e políticas públicas do sistema elétrico.

Leia ainda: “Ironias”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 313 da Revista Oeste

Segundo a agência, esses encargos têm crescido em ritmo superior ao da inflação e ao das tarifas de distribuição. Estimativas revelam que, entre 2011 e 2026, os encargos setoriais podem acumular alta próxima de 300%, enquanto a tarifa média de distribuição teria avanço de cerca de 158% no mesmo período.

A Aneel afirma que a estimativa para 2026 considera fatores como custos de energia, transmissão, encargos setoriais e ajustes financeiros aplicados nas revisões tarifárias. Ainda assim, o porcentual projetado pode sofrer alterações ao longo do ano, dependendo de condições hidrológicas, revisões de contratos e decisões tarifárias que envolvem as distribuidoras de energia.

+ Leia mais notícias de Economia na Oeste

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Faz o L ,vamos criar o programa luz para o povo, o governo cria um imposto pro CLT e consegue pagar a conta dos vagabundos

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.