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Economia

Confederação Nacional da Indústria alerta para impacto do 'tarifaço': 'Que prevaleça o bom senso'

Para a entidade, Brasil deve concentrar esforços em evitar que questões geopolíticas prejudiquem a economia nacional

Prédio do CNI
Confederação Nacional da Indústria engloba Sesi, Senai, IEL e outras instituições | Foto: Divulgação/CNI

Depois de várias tentativas de diálogo e solicitações formais, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) reforçou nesta segunda-feira, 28, sua preocupação com a possibilidade de aumento significativo das tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras, o chamado “tarifaço”.

A entidade destacou que já pleiteou tanto a revogação do chamado “tarifaço” quanto uma extensão de 90 dias do prazo para sua entrada em vigor, além de pedir que a investigação conduzida pelo governo americano siga os trâmites adequados.

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Segundo a CNI, a elevação das tarifas de 10% para 50% não encontra respaldo em argumentos econômicos ou comerciais.

Defesa dos interesses nacionais

A entidade argumenta que tal medida pode ter sido influenciada por fatores políticos ou ideológicos, o que, segundo afirma, seria inadequado para as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos e prejudicial para ambas as sociedades.

Para a Confederação, é fundamental que o Brasil concentre esforços na defesa de seus interesses legítimos e busque benefícios concretos para a população, evitando que questões geopolíticas interfiram nas negociações.

Outros países já conseguiram contornar o “tarifaço”, lembra CNI

Donald Trump, presidente dos EUA, com uma ordem executiva relacionada à inteligência artificial, durante cúpula em Washington, D.C. (23/7/2025) | Foto: Reuters/Kent Nishimura

O organismo ressalta que exemplos de outros países mostram que é possível avançar acordos de forma técnica, sem deixar que posições políticas extremadas prejudiquem o diálogo.

Ao final, a CNI defende que a manutenção de relações internacionais equilibradas é uma das principais conquistas brasileiras.

“O equilíbrio e o bom senso sempre prevalecem”, afirmou a instituição, reforçando a necessidade de manter postura clara e pragmática diante dos desafios impostos pelo cenário internacional.

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