As contas do Governo Central fecharam com superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril de 2026. Os números constam no Relatório do Tesouro Nacional, que a instituição divulgou nesta quinta-feira, 28. A soma engloba os caixas do Tesouro, do Banco Central e da Previdência Social. No mesmo mês do ano anterior, o indicador havia registrado saldo positivo nominal de R$ 18,2 bilhões.
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Apesar do dado mensal positivo, o Governo Central acumula um déficit de R$ 130,6 bilhões nos últimos 12 meses. Este montante negativo corresponde a 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB). De janeiro a abril deste ano, o superávit acumulado soma R$ 8,7 bilhões. O valor fica abaixo do saldo de R$ 73,2 bilhões do mesmo período de 2025.
No mês de abril, a receita líquida do governo subiu 5,8% em termos reais. Por outro lado, as despesas totais avançaram 3,3% acima da inflação. O Tesouro Nacional e o Banco Central garantiram um superávit de R$ 58,3 bilhões. Contudo, o rombo de R$ 33,1 bilhões da Previdência Social reduziu o saldo final.
Fatores que impulsionaram a receita
A arrecadação total cresceu R$ 15,9 bilhões em abril de 2026. O recolhimento de tributos administrados pela Receita Federal puxou essa alta.
Veja os principais destaques na receita na comparação com abril de 2025:
- Imposto de Renda: avanço de R$ 4,8 bilhões;
- Cofins: ganho de R$ 4,5 bilhões;
- Arrecadação do RGPS: crescimento de R$ 4,1 bilhões;
- Exploração de recursos naturais: alta de R$ 1,9 bilhão;
- IOF: acréscimo de R$ 1,8 bilhão;
- Dividendos e participações: recuo de R$ 3,3 bilhões.
No primeiro quadrimestre, a receita bruta avançou 4% em termos reais, com acréscimo de R$ 41,5 bilhões.
Crescimento das despesas públicas
As despesas totais do governo subiram R$ 6,6 bilhões em abril ante o mesmo mês do ano anterior. O aumento real decorre principalmente de dois fatores centrais. Os benefícios previdenciários e os gastos com pessoal cresceram R$ 3,1 bilhões cada um.
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No acumulado do quadrimestre, as despesas saltaram R$ 107 bilhões, uma alta real de 14,2%. O avanço do período reflete os seguintes aumentos:
- Benefícios previdenciários: alta de R$ 37,7 bilhões;
- Precatórios e sentenças judiciais: acréscimo de R$ 35 bilhões;
- Pessoal e encargos: elevação de R$ 19,8 bilhões;
- Despesas discricionárias: crescimento de R$ 18,1 bilhões.
Metas fiscais para os próximos anos
O governo persegue uma meta de superávit primário de 0,25% do PIB para 2026. O teto equivale a uma sobra de aproximadamente R$ 35 bilhões nas contas públicas. A regra do arcabouço fiscal estabelece uma faixa de tolerância de 0,25 ponto porcentual. A equipe econômica cumpre o objetivo se o saldo variar entre zero e R$ 68 bilhões positivos.
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O planejamento prevê o aumento gradual do saldo positivo nos próximos anos. A meta para 2027 estipula um superávit de 0,50% do PIB, cerca de R$ 70,7 bilhões. Para 2028, o plano projeta um resultado positivo de 1% do PIB, alcançando R$ 150,7 bilhões.





































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