O Consórcio 116 Sertões venceu o leilão da Rota dos Sertões nesta quinta-feira, 28. A disputa ocorreu na sede da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. O grupo reúne a Mota-Engil, a Neo Invest e um fundo da gestora Galapagos Capital. Os vencedores ofereceram um desconto de 19,6% sobre a tarifa básica de pedágio.
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A holding Novonor controla a Neo Invest. A companhia integra a Nova Infra Invest, uma unidade de negócios voltada para concessões na América Latina. O grupo Novonor também comanda a construtora Odebrecht.
O retorno da Odebrecht à Bahia
A Novonor nasceu em solo baiano com o antigo nome de grupo Odebrecht. O diretor superintendente da Nova Infra Invest no Brasil, Andre Rabello, celebrou a vitória comercial. “Este momento representa o reencontro com nossa origem na Bahia”, declarou o executivo.
O 116 Sertões venceu o certame no viva-voz, quando os concorrentes vão aumentando as propostas até que um seja definido o vencedor. No total, foram 14 lances.
Detalhes da concessão e investimentos
O contrato de concessão tem prazo de 30 anos. O projeto conta com o apoio técnico e financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A parceria prevê um aporte expressivo na infraestrutura regional:
- Investimentos em obras: R$ 4,3 bilhões para ampliação e modernização; e
- Custos operacionais: R$ 4,4 bilhões ao longo das três décadas de contrato.
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A Rota dos Sertões abrange 502 quilômetros de rodovias entre a Bahia e Pernambuco. O trecho corta 16 municípios nordestinos. O corredor logístico liga o anel viário de Feira de Santana (BA) até o município de Salgueiro (PE).
A extensão total engloba os seguintes trechos:
- BR-116 na Bahia: 429 quilômetros;
- BR-116 em Pernambuco: 66 quilômetros; e
- BR-324 na Bahia: 7,2 quilômetros (anel viário de Feira de Santana).
Principais obras previstas
O Ministério dos Transportes considera o trecho estratégico para o escoamento de mercadorias. As melhorias na pista incluem intervenções importantes nos dois Estados:
- Duplicação de trechos da BR-116 (com metas entre 96 km e 108 km);
- Implantação de 44 quilômetros de vias marginais; e
- Construção do novo contorno rodoviário no município de Serrinha (BA).
Concorrência no leilão e panorama do setor
Outros dois grupos disputaram o ativo na B3. O Consórcio Atlas Rodovias reuniu as empresas Yvy Capital, Infra Brasil Investimento e grupo Houer. Já o Consórcio Via dos Sertões uniu a Aspen ao grupo DMDL.

O governo federal intensificou o ritmo de concessões rodoviárias. No ano passado, o Ministério dos Transportes realizou 13 leilões do setor. Ao todo, a pasta contratou 23 projetos que somam mais de 11 mil quilômetros de estradas. Os investimentos totais do programa superam R$ 260 bilhões.
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Simplesmente, revoltante!