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Economia

CNI apoia licença do Ibama para exploração da Margem Equatorial

A Petrobras está autorizada a começar imediatamente as operações no primeiro poço em águas profundas na Bacia da Foz do Amazonas

Petrobras, Sindipetro
Rio de Janeiro - Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio | Fernando Frazão/Agência Brasil

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou apoio à autorização concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que a Petrobras inicie operações no primeiro poço em águas profundas da Margem Equatorial. A entidade vê a decisão como “um avanço importante para avaliar o potencial de produção de petróleo e gás na costa norte brasileira”.

Segundo dados do Observatório Nacional da Indústria, ligado à CNI, a exploração na Margem Equatorial pode impulsionar a criação de 495 mil empregos formais, aumentar o PIB em R$ 175 bilhões e gerar R$ 11,23 bilhões em arrecadações indiretas.

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O levantamento considerou uma cadeia produtiva que abrange máquinas, equipamentos e serviços em seis Estados do Norte e Nordeste, estimando produção de 300 mil barris diários, barril a US$ 60 e câmbio de R$ 5,50. Royalties podem somar de R$ 3,6 bilhões a R$ 5,4 bilhões por ano, além de R$ 270 milhões voltados a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), segundo o estudo divulgado.

Margem Equatorial. Localizada no Norte do país, entre os Estados do Amapá e Rio Grande do Norte | Foto: Divulgação/Petrobras

O segmento de óleo e gás representa 9% do PIB industrial brasileiro e respondeu por mais de R$ 1,8 trilhão em tributos e royalties nos últimos dez anos, que beneficiaram União, Estados e municípios em áreas como educação e saúde, segundo a CNI. “A ampliação das atividades na Margem Equatorial pode, portanto, contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento regional e para a redução das desigualdades socioeconômicas nas regiões Norte e Nordeste”, diz a entidade.

Exploração da Margem Equatorial não descarta proteção ambiental, diz a CNI

A CNI destaca que uma governança pública eficaz é decisiva para garantir que a riqueza mineral da região beneficie a população, de modo a superar desafios históricos de saneamento, educação, energia, transporte e conectividade. Ricardo Alban, presidente da confederação, avaliou que a decisão do Ibama mostra que é viável unir crescimento econômico e proteção ambiental.

“A concessão da licença reforça a importância de políticas que conciliem crescimento econômico, geração de empregos e responsabilidade ambiental”, afirma. “A produção de petróleo na Margem Equatorial é estratégica para a segurança energética do país e para o financiamento da transição para fontes mais limpas de energia.”

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