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Economia

Cinco cidades com aplicações no Master têm previdência deficitária

Aportes de regimes próprios somam R$ 447,5 milhões e expõem contas municipais a risco

Master ministério da previdência
Entre os casos analisados, Maceió (AL) apresenta o maior déficit atuarial | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cinco das 15 cidades que aplicaram recursos previdenciários em letras financeiras do Banco Master registram déficit atuarial. Nesses casos, obrigações futuras superam os recursos disponíveis. Os dados são do Ministério da Previdência Social e integram um levantamento do portal Poder360.

Os regimes próprios municipais somam R$ 447,5 milhões investidos na instituição. Eventuais perdas recaem sobre os cofres públicos e pressionam o equilíbrio das contas locais.

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O levantamento utiliza dados do Sistema de Informações dos Regimes Próprios de Previdência Social (Cadprev). A base permite monitorar a situação fiscal dos fundos municipais.

Entre os casos analisados, Maceió (AL) apresenta o maior déficit atuarial. Também registram déficit Araras (SP), Paulista (PE), Santa Rita d’Oeste (SP) e Campo Grande (MS).

Cidades que investiram

  • Maceió (AL): R$ 97 milhões;
  • São Roque (SP): R$ 93,2 milhões;
  • Cajamar (SP): R$ 87 milhões;
  • Itaguaí (RJ): R$ 59,6 milhões;
  • Aparecida de Goiânia (GO): R$ 40 milhões;
  • Araras (SP): R$ 29 milhões;
  • Congonhas (MG): R$ 14 milhões;
  • Fátima do Sul (MS): R$ 7 milhões;
  • Santo Antônio da Posse (SP): R$ 7 milhões;
  • São Gabriel do Oeste (MS): R$ 3 milhões;
  • Paulista (PE): R$ 3 milhões;
  • Jateí (MS): R$ 2,5 milhões;
  • Angélica (MS): R$ 2 milhões;
  • Santa Rita d’Oeste (SP): R$ 2 milhões, e
  • Campo Grande (MS): R$ 1,2 milhão.

Risco fiscal em aplicações no Master

As letras financeiras são instrumentos de longo prazo e menor liquidez. Esse tipo de aplicação exige planejamento e controle mais rigorosos por parte dos gestores públicos.

A escolha por ativos com essas características amplia a exposição a riscos, sobretudo em regimes que já enfrentam fragilidade fiscal.

O volume aplicado no Banco Master concentra parcela relevante dos recursos. A ausência de detalhamento sobre perdas efetivas limita a avaliação dos impactos. Ainda assim, o montante investido acende alerta sobre efeitos potenciais nas finanças públicas.

Déficits atuariais exigem aportes adicionais dos municípios. Gestores precisam direcionar mais recursos para cobrir desequilíbrios previdenciários. Esse movimento pressiona o orçamento e pode reduzir a capacidade de investimento em infraestrutura e serviços públicos.

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