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Economia

CEO da AZ Quest diz que a crise de 2008 foi mais grave

Para Walter Maciel a crise é grave, mas menos do que a de 2008.

Geral 35 Bolsa de Valores B3 Crédito: Rovena Rosa/ABr

Para Walter Maciel, as economias de todo o mundo estão mais preparadas para lidar com a atual situação de instabilidade e que ela é grave

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Em uma live da Veedha Investimentos com investidores, o CEO da gestora AZ Quest, Walter Maciel, falou um pouco sobre o que ele espera do mercado em meio à pandemia do coronavírus.

Para Maciel, toda essa crise demonstra que ter somente uma estratégia  de investimento é um equivoco e que os principais bancos, gestores e investidores entraram muito mais bem preparados que em situações anteriores.

“Essa crise tomou proporções que ninguém conseguiu antever. A de 2008, na minha opinião, foi muito mais grave porque ela teve um poder destrutivo de parar o sistema financeiro global”, afirma Walter Maciel.

Ele acredita que as políticas tomadas na época pelos presidentes Bush e Obama de ingestão de capital e compra de ativos de empresa, ao contrário do que afirmavam muitos críticos, não levaram a uma hiperinflação ou a um risco moral.

“Temos uma grande vantagem que já sabemos o que foi feito e podemos repetir. A crise é menos grave, mas mais complexa. Estamos tendo um choque de demanda e oferta simultâneos e com a paralisação do trabalho, que obviamente não podemos subestimar a doença, não é um ‘resfriadinho’, mas paralisar o trabalho indefinidamente vai levar ao caos”, dsse o CEO da AZ Quest.

Segundo ele, o Brasil não possui uma rede de bem-estar social como a Europa para tomar esse tipo de medida. “Imagina ficar 3, 4 meses sem trabalhar com 30 milhões de desempregados? Esse é um problema”.

Olhando para o futuro, Walter Maciel acredita que os juros vão continuar baixos, vão abaixar mais e ficarão baixos por muito tempo. Como consequência disso, muitos investidores estarão à procura de investimentos com mais riscos.

Sobre a economia brasileiro, ele acredita que a retomada da China, que é o nosso maior parceiro comercial, é um bom sinal para o país. O câmbio ele acredita que vai cair, já que com a crise os brasileiros devem acabar comprando menos coisa de fora.

Em relação ao cenário cenário político, Maciel acredita que “o presidente pode ter razão ao dizer que um país como o nosso, que não possui a rede de proteção social como a Europa, não pode se dar o luxo de ficar um mês parado”, afirmou.

 

 

 

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