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Economia

Centenária no ramo da música, Giannini entra em recuperação judicial

Fabricante de instrumentos musicais desde 1900, empresa recorreu à medida por dívida de R$ 15,8 milhões

Logo da Giannini, marca centenária do ramo da música, entra com pedido de recuperação judicial
Fabricante de peças musicais, a Giannini está no mercado desde 1900 e já teve loja em Nova York | Foto: Repodução/Internet

A Giannini, tradicional fabricante de instrumentos musicais com mais de cem anos de atuação no mercado, entrou em recuperação judicial. O pedido recebeu aval da Justiça na última segunda-feira, 23.

A decisão é do juiz José Guilherme Di Rienzo Marrey, da 1ª Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados a Arbitragem da Comarca de Campinas (SP).

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A empresa acumula dívidas que somam R$ 15,8 milhões. Ela atribui as dificuldades à pandemia de covid-19 e à restrição de crédito imposta pelos bancos. Além disso, a Giannini disse que foi obrigada a liquidar parte de suas linhas de crédito, abertas até aquele momento.

De acordo com a fabricante musical, o isolamento social resultou no fechamento de muitas lojas clientes. Isso teria impactado negativamente o faturamento e aumentado sua inadimplência.

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“A instabilidade cambial acarretou o aumento [do custo] da matéria-prima e dos instrumentos musicais importados pela Requerente [Giannini]“, afirmou a empresa, no pedido. “Isso prejudicou diretamente a linha de produção e gerou custos adicionais.”

No Brasil, os pedidos de recuperação judicial subiram 71% no primeiro semestre de 2024, em comparação com 2023, segundo dados do Serasa. Ao todo, 1.014 empresas recorreram à medida nos primeiros seis meses deste ano.

História e desafios da Giannini

Homem tocando um violão
A empresa enfrentou outros momentos de crise, durante a Revolução de 1924 e a Segunda Guerra Mundial | Foto: Reprodução/Freepik/pvproductions

Fundada em São Paulo em 1900, a Giannini é conhecida por seus violões e alcançou grande sucesso nos anos 1960, com a popularização da Bossa Nova e da Jovem Guarda.

A empresa também enfrentou momentos de crise, durante a Revolução de 1924 e a Segunda Guerra Mundial. Em 2012, porém, chegou a abrir uma filial em Nova York, nos Estados Unidos, mas a loja acabou descontinuada em 2016.

Leia também: “O empresariado desembarca do governo Lula”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 221 da Revista Oeste

Desde 2018, a empresa é dirigida por Roberto e Flavio Coen Giannini, depois da morte do de Giorgio Giannini.

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1 comentário
  1. Ricardo Contieri
    Ricardo Contieri

    Triste constatar como as pessoas feste país não respeitam, não ajudam e enfim não reconhecem aqueles que por gerações lutaram por um verdadeiro progresso da humanidade! Giannini foi o maior fabricante de instrumentos musicais do hemisférios sul!

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