A Polícia Federal (PF) investiga a atuação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central (BC), em processos que autorizaram a venda e a reestruturação de ativos vinculados ao Banco Master.
Segundo o portal Metrópoles, os investigadores apuram duas hipóteses centrais. A primeira revela que diretores podem ter induzido o então presidente do BC ao erro, por meio de falsificação de assinaturas e manipulação de documentos. A segunda considera a possibilidade de que Campos Neto tenha tido acesso a sinais de inconsistência e, ainda assim, validado a transação.
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A investigação revela indícios de um arranjo técnico complexo, estruturado para contornar auditorias e mecanismos de controle do sistema financeiro. Segundo a apuração, a operação teria exigido atuação coordenada entre agentes de diferentes setores.
Os agentes analisam se essa rede de influência permitiu ocultar inconsistências contábeis relevantes durante o processo de aprovação das operações. A suspeita recai sobre a possível criação de uma aparência de regularidade que teria viabilizado o aval institucional.
A PF concentra as diligências no cruzamento de comunicações internas e na análise de documentos digitais. O objetivo é rastrear decisões tomadas por integrantes da cúpula do BC ao longo do processo.
Os investigadores tentam compreender como os mecanismos de controle e conformidade falharam diante de uma estrutura considerada robusta.
CPMI do INSS aprova convite a Campos Neto
Os requerimentos foram apresentados pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS. As solicitações miram tanto a atuação das instituições financeiras quanto o papel dos órgãos reguladores diante da explosão dos empréstimos consignados nos últimos anos.
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Sobre a atuação de Campos Neto, a CPMI busca entender como o BC permitiu a expansão das irregularidades em sua gestão. Conforme o requerimento, o volume de consignados chegou a R$ 466 bilhões, acompanhado de um aumento expressivo nas reclamações por descontos indevidos.






































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