A carga tributária bruta do Brasil alcançou 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. O resultado representa alta de 0,18 ponto porcentual em relação a 2024 e marca o maior nível desde o início da série histórica do Tesouro Nacional, em 2010.
O indicador considera a arrecadação de tributos das três esferas de governo — União, Estados e municípios. O Tesouro divulgou os dados nesta sexta-feira, 10, no Boletim de Estimativa da Carga Tributária Bruta do Governo Geral.
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O aumento da carga tributária ocorreu principalmente no governo federal. A arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte avançou 0,23 ponto porcentual do PIB, impulsionada pelo crescimento da massa salarial.
Outros tributos também contribuíram para o resultado. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) subiu 0,10 ponto porcentual do PIB, com influência de operações de crédito e câmbio. Já as contribuições ao Regime Geral da Previdência Social aumentaram 0,12 ponto porcentual do PIB.
Nos Estados, a carga tributária recuou 0,09 ponto porcentual do PIB. A queda decorre da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que cresceu em termos nominais, mas ficou abaixo da expansão do PIB.
Municípios ampliam arrecadação com serviços
Nos municípios, a carga tributária avançou 0,03 ponto porcentual do PIB. O principal fator foi o aumento da arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS), que subiu 0,02 ponto porcentual.
Os tributos sobre propriedade, como o IPTU, também contribuíram, ainda que em menor escala. Os demais componentes permaneceram estáveis.
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A estrutura da carga tributária apresentou poucas mudanças em 2025. Os impostos sobre bens e serviços seguem como principal fonte de arrecadação, apesar de leve recuo, de 13,87% para 13,78% do PIB.
Já os impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital cresceram. A participação subiu de 9,04% para 9,16% do PIB. Entre as contribuições sociais, as destinadas ao Regime Geral da Previdência Social avançaram de 5,28% para 5,40% do PIB.





































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