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Economia

Ajustes nos juros vão ser graduais 'se e quando' necessário, diz Campos Neto

Presidente do Banco Central cita mudança de gradação de riscos e diz que autarquia está dependente de dados

Roberto Campos Neto deve ser substituído na chefia do BC por Gabriel Galípolo | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Roberto Campos Neto deve ser substituído na chefia do BC por Gabriel Galípolo | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, sinalizou nesta sexta-feira, 30, que os ajustes das taxas de juros pela autarquia serão graduais “se e quando” houver necessidade de fazê-los. As declarações foram dadas durante um painel na Expert XP, em São Paulo.

“Entendemos que existe hoje um prêmio de risco na parte curta da curva de juros que não é compatível com a mensagem que foi transmitida na ata, nas comunicações, e que foi fruto de convergência de opiniões da diretoria colegiada”, afirmou Campos Neto.

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O chefe da autoridade monetária disse ainda que a instituição preferiu não dar um guidance [direcionamento, em tradução livre] por entender que o momento requer flexibilidade. Ele acrescentou que o BC está muito dependente de dados.

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Além disso, Campos Neto falou sobre o balanço de risco citado na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que parte do mercado considerou assimétrico. O presidente do BC esclareceu que a gradação de riscos mudou.

“Assimetria não é guidance“, disse. “A gente está mais dependente de dados. Se der um guidance e mudar num período muito curto, tem um custo de credibilidade para o BC.”

Durante o painel do evento promovido pela XP Investimentos, o presidente do BC reiterou ainda o compromisso da instituição em buscar a meta de inflação de 3% ao ano e disse a que a autoridade monetária “fará o que for necessário” para atingir esse objetivo.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto tem mandato até 31 de dezembro de 2024 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente do BC, Roberto Campos Neto tem mandato até 31 de dezembro de 2024 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Campos Neto fala sobre leilão de dólar

O presidente do BC também falou sobre a decisão da autoridade monetária de leiloar até US$ 1,5 bilhão no mercado à vista de câmbio nesta sexta-feira.

Esta é a segunda intervenção feita pela instituição no câmbio desde o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, em 2023.

Leia também: “Lula critica (de novo) Campos Neto: ‘Age como político, não como economista’”

Segundo o chefe da autarquia, se novas intervenções forem necessárias, “assim faremos”. Campos Neto destacou que o BC entendeu que era necessário reequilibrar o fluxo de dólares devido a um rebalanceamento de índice do mercado.

Ele afirmou ainda que o câmbio é flutuante, e que as movimentações ocorrem em momentos de disfuncionalidade no mercado.

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