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Economia

Cade aprova operação de compra da Mobly pela família Dubrule

Aquisição pode devolver controle da Tok&Stok aos fundadores

Tok&Stok
Ao longo das décadas, a marca expandiu sua atuação para diversas capitais e ganhou espaço no mercado nacional | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira, 30, a aquisição da Mobly pela família Dubrule, fundadora da empresa varejista de mobiliários e decoração Tok&Stok. A decisão da autarquia dispensou qualquer tipo de restrição à transação.

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A compra será realizada por meio de uma oferta pública de aquisição (OPA), com valor de R$ 0,68 por ação. A proposta permite a compra de até 100% do capital social da Mobly. Se concluída, a operação vai devolver à família Dubrule o controle indireto da Tok&Stok, atualmente subordinada à Mobly.

O parecer do Cade descartou riscos concorrenciais na operação. O órgão já havia analisado as relações entre Mobly e Tok&Stok em um processo anterior. Ele afirma que não identificou novas sobreposições horizontais ou verticais no mercado de varejo de mobília.

Além disso, a família Dubrule justifica a aquisição com a intenção de aplicar sua experiência no setor para reerguer a Mobly e reposicionar a Tok&Stok. O Cade ressalta que a estratégia não altera o equilíbrio de mercado e, por isso, autorizou o negócio sem condicionantes.

Operação marca possível retorno de protagonismo da Tok&Stok

Fundada em 1978 por Régis Dubrule e Ghislaine Dubrule, a Tok&Stok se consolidou como uma das principais redes de móveis e decoração do Brasil, conhecida por adotar o modelo de autosserviço e design acessível.

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Ao longo das décadas, a marca expandiu sua atuação para diversas capitais e ganhou espaço no mercado com propostas de ambiente montado e pronta entrega.

Nos últimos anos, a Tok&Stok enfrentou dificuldades financeiras e perda de participação de mercado, o que contribuiu para a venda do controle à Mobly. Com a nova operação, os fundadores tentam retomar o protagonismo na gestão da rede que ajudaram a construir.

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Os compradores notificaram o negócio de forma unilateral, algo que o Cade permite em determinadas condições. A autarquia avaliou que os documentos entregues eram suficientes para permitir a análise técnica da proposta.

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