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Economia

BRB negocia venda de carteira de quase R$ 1 bi com Itaú e Bradesco

Os ativos em questão somam R$ 940 milhões, sendo que R$ 900 milhões correspondem a três contratos com os governos de Pernambuco, Pará e a Prefeitura de Maceió

brb Banco de Brasília | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Os empréstimos vendidos contam com garantia da União, por isso o Tesouro precisou autorizar formalmente a transferência | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Depois de registrar prejuízos com a aquisição de ativos problemáticos do Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) iniciou tratativas para vender uma carteira de quase R$ 1 bilhão em empréstimos garantidos pelo governo federal. A negociação envolve os bancos Itaú e Bradesco, que podem assumir juntos os contratos de financiamento concedidos a Estados e municípios.

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Os ativos em questão somam R$ 940 milhões, sendo que R$ 900 milhões correspondem a três contratos com os governos de Pernambuco, Pará e a Prefeitura de Maceió. Essas operações, vistas como de baixo risco por causa da garantia da União, são consideradas formas rápidas de levantar recursos, já que o Tesouro Nacional cobre eventuais inadimplências desses entes.

Negociação depende de aval do Tesouro Nacional

O BRB enviou um pedido formal ao Tesouro Nacional em 5 de janeiro, em busca de autorização para transferir esses créditos. Segundo o modelo proposto, Itaú e Bradesco adquiririam juntos a carteira, dividindo igualmente os valores, caso a operação seja aprovada pelo órgão federal que atua como avalista.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, o BRB declarou que a cessão de carteiras é prática recorrente no setor financeiro, sendo utilizada “para otimizar capital, reduzir riscos e reforçar liquidez, conforme amplamente reconhecido no setor”. A instituição acrescentou que todas as ações analisadas “integram a gestão responsável do BRB, alinhada às normas do Banco Central e às melhores práticas de mercado”.

Histórico recente do BRB e investigações

No ano passado, o BRB tentou adquirir o Banco Master, mas a transação foi barrada pelo Banco Central e passou a ser alvo de investigação da Polícia Federal. A apuração envolve suspeitas de fraude na comercialização de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito supostamente falsas compradas pelo Banco de Brasília durante as negociações.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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