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Economia

BRB não informa Banco Central sobre venda de ativos do Master

Autoridade monetária acompanha a operação e aguarda detalhes da negociação, que envolve risco de perdas bilionárias

BRB: acordo de R$ 15 bilhões alivia crise estatal | Foto: Divulgação/BRB
Tentativa de capitalizar o Banco de Brasília por meio da securitização da dívida ativa do DF enfrenta entraves legais e ainda não foi apresentada ao Banco Central | Foto: Divulgação/BRB

O Banco de Brasília (BRB) ainda não informou o Banco Central (BC) sobre a operação que envolve a venda de R$ 20 bilhões em ativos do banco Master por cerca de R$ 15 bilhões. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o caso gera cautela dentro da autoridade monetária, que aguarda mais detalhes sobre a transação.

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A operação, conduzida com a gestora Quadra Capital, pode gerar perdas de pelo menos R$ 5 bilhões para o banco público, mesmo em um cenário mais favorável.

Operação sob análise

O BC não precisa aprovar nem rejeitar a operação. A expectativa é que o BRB apresente formalmente os termos da negociação nos próximos passos.

Leia mais: “BRB cria fundo de R$ 15 bilhões para gerir ativos do Master

Em nota, o BRB afirmou que a conclusão depende de condições previstas em memorando de entendimento e que mantém interlocução constante com o BC.

Reforço de caixa

O BRB tenta se desfazer dos ativos do Master para reforçar o caixa em meio a pressões de liquidez e também para reorganizar sua estrutura financeira.

São Paulo (SP), 19/11/2025 - Fachada do Banco Master na Rua Elvira Ferraz, em Itaim Bibi | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Fachada da sede do Banco Master na Rua Elvira Ferraz, no bairro paulistano Vila Olímpia | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A operação prevê pagamento imediato de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões. O restante, entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, depende da revenda desses ativos no mercado.

Risco de perdas

Esse valor adicional não é garantido e pode sofrer deságio relevante, o que amplia o risco de perdas no balanço do banco.

Especialistas revelam que o reconhecimento integral desses valores como ativos pode representar incerteza contábil, já que a recuperação depende de terceiros.

Outras dificuldades do BRB

O BRB tenta se capitalizar por meio da securitização da dívida ativa do Distrito Federal, mas enfrenta obstáculos legais e ainda não apresentou a proposta ao Banco Central.

A securitização da dívida ativa trata de valores que o governo tem a receber de contribuintes ou empresas, mas cuja recuperação pode ser incerta ou demorada, o que aumenta o risco da operação.

Além disso, a busca por financiamento com o Fundo Garantidor de Créditos encontra resistência. Bancos privados exigem maiores garantias para participar da operação.

Leia também: “A mancha que nada remove”, reportagem de Augusto Nunes e Cristyan Costa, publicada na Edição 313, da Revista Oeste

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