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Economia

BRB descobre fundos sem liquidez do Banco Master em paraísos fiscais

Ausência de ativos nas Bahamas e Ilha de Jersey é mais um indício que contraria expectativas sobre os investimentos; confira

Autoridades suspeitam que Master e BRB usaram suposta fraude para movimentações recorrentes | Montagem sobre fotos: Rovena Rosa/Joédson Alves/Agência Brasil
Fachada dos bancos BRB e Master | Montagem sobre fotos: Rovena Rosa/Joédson Alves/Agência Brasil

Uma análise conduzida pelo Banco de Brasília (BRB) revelou que fundos oferecidos pelo Banco Master, localizados nas Bahamas e na Ilha de Jersey, não dispunham de recursos e nem de liquidez, contrariando as expectativas sobre os investimentos.

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A apuração, segundo o portal Metrópoles, ocorreu durante a tentativa de substituir carteiras problemáticas, processo iniciado ainda sob a gestão do ex-presidente Paulo Henrique Costa.

Na Ilha de Jersey, a ausência de ativos ficou evidente desde 2023, segundo a equipe do BRB enviada para investigar a situação. Já nas Bahamas, a resposta recebida foi que não havia títulos do tesouro norte-americano, tampouco ações de grandes empresas. Assim, o grupo não pôde verificar de fato o conteúdo do fundo.

Repercussão do caso Master e Operação Compliance Zero

Sede do Banco Central, que decretou a liquidação do Master nesta terça-feira, 18 | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Sede do Banco Central, que decretou a liquidação do Master em 18 de novembro | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Essas constatações vieram à tona pouco antes de o Banco Central (BC) impedir a venda do Banco Master para o BRB. Os problemas identificados nas carteiras foram determinantes para a deflagração da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, em 18 de novembro, quando ocorreu também a liquidação do Master pelo BC.

O valor das carteiras envolvidas na transação somava pouco mais de R$ 12 bilhões, embora, conforme a investigação, o Master tenha utilizado uma empresa de fachada para revender os papéis sem qualquer desembolso real. Em depoimento à Polícia Federal, no Supremo Tribunal Federal, em 30 de dezembro, Paulo Henrique Costa disse que houve substituição da carteira inicial por outros ativos, avaliados em R$ 10 bilhões.

Leia também: “Anatomia de uma fraude”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 301 da Revista Oeste

Segundo relatos apresentados à PF, uma diferença de R$ 2 bilhões ainda estava sendo negociada quando o Banco Central determinou a liquidação do Master, interrompendo o processo. Os fundos das Bahamas e da Ilha de Jersey faziam parte dessa nova carteira substituta de R$ 10 bilhões.

Investigações e desdobramentos judiciais

Paulo Henrique Costa deve prestar novo depoimento aos investigadores em 3 de fevereiro. Um dos tópicos a ser discutido é justamente o valor dos ativos entregues na operação. A apuração desse montante irá definir o tamanho do prejuízo sofrido pelo BRB.

A investigação segue sob sigilo e está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, no STF. Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) analisa o caso. Na última segunda-feira, 5, o ministro Jhonatan de Jesus autorizou inspeção no Banco Central sobre os documentos que fundamentaram a liquidação extrajudicial do Master.

Leia mais: “No fim e no começo de tudo, é a economia”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 303 da Revista Oeste

O Banco Central recorreu da medida, nesta terça-feira, 6, sob alegações que decisões desse tipo devem ser tomadas pelo colegiado, e não individualmente. A autoridade monetária pediu que a medida seja submetida ao colegiado para deliberação formal.

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1 comentário
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    MAS QUE BAITA NOVIDADE…. É SÓ A PONTINHA DO ICEBERG !

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