Depois de enfrentar riscos financeiros com a aquisição de carteiras do Banco Master, o Banco de Brasília (BRB) avalia a possibilidade de receber um aporte do governo do Distrito Federal, sob gestão de Ibaneis Rocha, para recompor eventuais perdas relacionadas à operação.
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O banco público apresentou, em março do ano passado, uma proposta para adquirir parte das operações do Banco Master. Contudo, o Banco Central negou a transação em setembro. Posteriormente, a instituição decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro, depois de suspeitas de fraudes financeiras.
Fraudes e prejuízos investigados

As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal sugeriram que o banco liderado por Daniel Vorcaro teria vendido R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito fictícias ao BRB. Além disso, documentos falsos teriam sido entregues ao Banco Central como justificativa para a negociação.
“O BRB informa que a apuração de possíveis prejuízos em função da compra de carteiras do banco Master ainda estão em apuração pelo Banco Central e pela auditoria independente da Machado e Meyer com suporte técnico da Kroll”, afirmou o BRB, em comunicado nesta terça-feira, 13.
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O banco também detalhou que “caso seja confirmado possível prejuízo, o BRB já tem pronto um plano de capital que, entre as opções, prevê aporte direto do controlador, que já sinalizou com essa possibilidade, ou outros instrumentos que possibilitem a recomposição do capital do Banco”.
Consequências e medidas adotadas pelo BRB
Em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, declarou que o banco público do DF não conseguiu recuperar cerca de R$ 2 bilhões investidos no Banco Master. Segundo ele, o processo acabou depois que o Banco Central decretou a liquidação da instituição.
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O BRB, atualmente, figura entre os credores do Master no processo de liquidação extrajudicial e, depois do episódio, afirmou ter reforçado seus procedimentos de controle interno para evitar novos prejuízos.
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