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Economia

Brasil tem 47 milhões de trabalhadores informais ou que devem impostos

Receita tinha ampliado fiscalização de movimentações financeiras do Pix, mas recuou depois de repercussão negativa

Fisco nega que esteja atrás de impostos de informais | Foto: Jeso Carneiro/Flickr
Fisco nega que esteja atrás de impostos de informais | Foto: Jeso Carneiro/Flickr

Cerca de 47 milhões de trabalhadores estão na informalidade ou devem impostos, no caso dos microempreendedores individuais (MEI). As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria da Receita Federal.

A alteração na forma de fiscalização do Pix e dos cartões de crédito pela Receita Federal, anunciada no início deste ano e posteriormente revogada pelo governo federal, provocou apreensão entre os empreendedores.

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O receio era que, com dados mais detalhados sobre sua movimentação financeira, os contribuintes fossem convocados pela Receita Federal para prestar esclarecimentos ou quitar impostos em atraso. O chefe do órgão negou que esse fosse o intuito da medida.

Conforme dados do IBGE, em novembro do ano passado (última atualização disponível), 40,3 milhões de trabalhadores estavam na informalidade, o que representa 38,7% da população ocupada.

Já a Receita Federal informou que, em setembro de 2024 (última informação divulgada), o Brasil possuía 16,17 milhões de microempreendedores individuais, dos quais 6,78 milhões estavam inadimplentes quanto ao pagamento de tributos para o governo, Estados e municípios.

Leia também: “Governo Lula deve lançar campanha de R$ 50 milhões sobre o Pix”

Impostos devem ser pagos até dia 31 de janeiro

Os quase 7 milhões de MEIs inadimplentes têm até 31 de janeiro para quitar dívidas no Simples Nacional. Caso contrário, serão excluídos do regime simplificado.

Empreendedores com faturamento de até R$ 81 mil anuais (ou R$ 6,75 mil mensais) e no máximo um funcionário podem aderir ao MEI. Acima desse limite, devem migrar para o modelo de microempresa.

Em 2025, o imposto mensal do MEI foi reajustado para R$ 75,90 (5% do salário mínimo), e para o MEI caminhoneiro, de R$ 169,44 para R$ 182,16 (12% do salário mínimo).

Leia também: “Pix: governo recua e revoga portaria sobre monitoramento de transações a partir de R$ 5 mil”

Desde setembro de 2023, a emissão de notas fiscais eletrônicas pelos MEIs passou a ser feita obrigatoriamente pelo sistema nacional, deixando de ser gerada nos sites das prefeituras.

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