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Economia

Brasil aumenta as exportações de liga de nióbio

Uma família de banqueiros controla 80% da produção de ferronióbio do país

Cristais de nióbio
Programa visa incentivar desenvolvimento da cadeia produtiva de nióbio Foto: Divulgação/Governo Federal

Entre as muitas riquezas geradas a partir do solo brasileiro, o nióbio é uma das que mais despertam cobiça. O país é o maior detentor das reservas desse minério no planeta — e os envios ao mercado externo aumentaram 6% em 2024.

De acordo com os dados do governo federal, o Brasil enviou quase 92 mil toneladas de ferronióbio para o exterior em 2024. Trata-se do principal produto fabricado a partir do nióbio. Esse componente tem o poder de aumentar a resistência das ligas de aço, sem torná-las mais pesadas.

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Leia também: “O nióbio é nosso”, reportagem de Artur Piva para Edição 119 da Revista Oeste

Cerca de 100 g já são suficientes para melhorar significativamente as características de uma tonelada inteira de ligas de aço. Desse modo, o ferronióbio é ótimo para a produção de peças de carros, aviões e estruturas metálicas para a construção civil, além de outros componentes, como alguns usados na área da saúde.

Produção no país

A Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia (CBMM) fabrica a maior parte do ferronióbio que o Brasil exporta. O nome pode até lembrar o de uma estatal, mas é uma empresa do setor privado controlada pela família Moreira Salles — os banqueiros com as maiores cotas do Itaú.

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O ferronióbio da CBMM é fabricado com o minério extraído de uma jazida em Araxá, Minas Gerais. É a única em operação no Estado e a mais ativa do mundo.

De acordo com os dados do governo federal, quase 80% de todo o ferronióbio exportado pelo país foi produzido em Minas Gerais. Em 2024, os embarques desse produto a partir do Estado renderam um faturamento de quase US$ 1,8 bilhão, mais de R$ 11 bilhões.

O restante veio de outros Estados. São eles: Goiás (15 mil toneladas por US$ 400 milhões), Amazonas (quase 5 mil toneladas por US$ 105 milhões) e São Paulo (10 toneladas por US$ 104 mil).

Clientes no mercado externo

China e Holanda são os maiores compradores do ferronióbio produzido no Brasil. Juntos, os dois países absorveram 64% das exportações brasileiras desse componente em 2024 — sendo 45% para os chineses e 19% para os holandeses. No top seis, também estão Japão (8%) e Coreia do Sul (6%), além de Singapura e Estados Unidos, empatados com 7% cada.

Nióbio no Brasil e no mundo

O Departamento de Geologia dos Estados Unidos estima que existam 17 milhões de toneladas de reservas de nióbio no mundo. De acordo com o órgão, 16 milhões de toneladas estão no Brasil. As outras jazidas conhecidas estão no Canadá (1,6 milhão de toneladas) e nos Estados Unidos (210 mil toneladas).

Além do ferronióbio, com esse mineral é possível fazer o óxido de nióbio. Esse material, entre outras aplicações, torna o carregamento das baterias elétricas mais rápido. Um exemplo é o do motor elétrico de ônibus que a Volkswagen começou a testar no Brasil — seu carregamento, segundo a CBMM, leva 10 minutos.

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2 comentários
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    O Brasil já perdeu a soberania até pra família Salles. Que coisa!?

    1. Christian
      Christian

      Quem chegou primeiro o Brasil ou a família Moreira Salles ?

      “…Em 1955, a CBMM iniciou as suas operações industriais. Em 1965, o almirante norte-americano Arthur Radford convenceu o banqueiro Walther Moreira Salles a investir no mercado de nióbio, que atualmente é o maior produtor mundial. Entre 1959 até 1965, a companhia desenvolveu uma técnica de concentração de nióbio nas ligas entre 2,5% até 60% – utilizado em especial na indústria siderúrgica…”

      É 100% mérito dos investidores.

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