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Economia

Brasil arrecada mais de R$ 200 bilhões em impostos em maio e bate recorde histórico

Desde que começou a ser registrada, em 1995, a arrecadação do governo federal no 5° mês do ano nunca foi tão elevada

Imagem com a logo da Receita Federal, na sede do Ministério da Fazenda, para representar a alta na arrecadação do Brasil em maio de 2024
A variação simples do período em relação a 2023, sem considerar a desvalorização da moeda, é de 14,80% | Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado

Em impostos, o Brasil arrecadou R$ 202,9 bilhões em maio, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal, nesta terça-feira, 25. Trata-se do recorde para o mês desde que a arrecadação começou a ser registrada, em 1995. 

Em relação ao mesmo período de 2023, quando o país arrecadou R$ 183,7 bilhões, a alta real (descontada a inflação) foi de 10,46%. A variação simples, sem considerar a desvalorização da moeda, é de 14,8%. 

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Segundo a Receita Federal, o desempenho na arrecadação do quinto mês de 2024 bateu recordes, em razão de cinco fatores principais: 

  1. O comportamento de indicadores macroeconômicos; 
  2. Melhora no desempenho da arrecadação dos tributos Pis e Cofins, principalmente pelo retorno da tributação de combustíveis;
  3. Crescimento salarial, que elevou a arrecadação do IRRF; 
  4. Aumento da tributação de bens e direitos no exterior; e
  5. Redução de tributos federais, em razão da calamidade do Rio Grande do Sul.

De janeiro a maio, Brasil também tem recorde de arrecadação

Cédulas de 200 reais, em fundo preto Cédulas de 200 reais, em fundo preto, para ilustrar desvalorização do real, em relação ao dólar dos EUA
Entre o 1° e o 5° mês de 2024, país arrecadou R$ 1,1 trilhão | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

No acumulado do ano, de janeiro a maio, a Receita Federal informou que a arrecadação no Brasil foi de R$ 1,1 trilhão. A cifra também representa um recorde da série histórica. Em relação a 2023, a alta real foi de 8,7%. 

Neste ano, o governo federal deixou de arrecadar, em renúncias fiscais, R$ 51 bilhões. Esse número é menor, em relação ao mesmo período de 2023, em R$ 11,5 bilhões. 

Leia também: “Um Banco Central lulista?”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 222 da Revista Oeste

Em relação à administração da arrecadação, a Receita Federal informou que ela é diretamente responsável por 196,6 bilhões, em maio de 2024. Os outros R$ 6,3 bilhões bilhões ficaram a cargo de “outros órgãos administrativos”. Considerando apenas esses últimos, o aumento real foi de 12,6%. 

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