A Bolsa de Valores do Brasil fechou em queda de 2,38% nesta quinta-feira, 7. Trata-se do menor nível desde 30 março. Esse movimento refletiu o aumento da aversão ao risco no mercado internacional.
Investidores reduziram posições em ativos mais arriscados. O mercado reagiu à piora das expectativas para a economia global. O clima de cautela dominou os mercados ao longo do dia.
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As bolsas internacionais também registraram quedas. Em Nova York, por exemplo, o S&P 500 recuou 0,38%. O desempenho reforçou o movimento negativo no Brasil.
A tensão no Oriente Médio aumentou a pressão sobre os mercados. Notícias sobre negociações entre Estados Unidos e Irã geraram instabilidade. Informações conflitantes sobre ações militares no Golfo ampliaram a volatilidade.
Bolsa é pressionada pelo Petróleo
O petróleo encerrou o dia em queda. O barril do tipo Brent recuou 1,19%, fechando cotado a US$ 100,06. Já o WTI caiu 0,28%, a US$ 94,81. Ambos são tipos de petróleo usados como referência no mercado internacional: o Brent serve de parâmetro para grande parte das negociações globais, enquanto o WTI é o principal indicador do mercado norte-americano.
O mercado reagiu a sinais de possível avanço diplomático. Também respondeu a novas incertezas sobre a região do Estreito de Ormuz. A rota concentra grande parte do fluxo global de petróleo.
A queda da commodity atingiu empresas do setor de energia. A Petrobras liderou as perdas entre os papéis de maior peso no índice. O setor financeiro também contribuiu para o recuo do Ibovespa.
Dólar fecha estável
Durante o pregão, o dólar variou entre R$ 4,89 e R$ 4,93. O mercado acompanhou as notícias sobre o Oriente Médio. Também reagiu às mudanças no apetite global por risco.
O dólar comercial fechou praticamente estável. A moeda subiu 0,05% e terminou cotada a R$ 4,923.
Investidores também acompanharam a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos e o encontro com Donald Trump. Segundo Trump, a reunião foi “muito boa” e incluiu discussões sobre comércio e tarifas.
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