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Economia

Boeing busca novos compradores depois de impasse com a China

Fabricante dos EUA tenta evitar prejuízos; Trump sugere calote

Executivos da Boeing em reunião nesta última quarta-feira, 23, para abertura de filial na Etiópia: fabricante dos Estados Unidos investe em mercados alternativos à China | Foto: Reprodução/Twitter/X
Executivos da Boeing em reunião nesta última quarta-feira, 23, para abertura de filial na Etiópia: fabricante dos Estados Unidos investe em mercados alternativos à China | Foto: Reprodução/Twitter/X

A Boeing está se movimentando principalmente para revender dezenas de aviões que não puderam ser entregues à China em razão das tarifas comerciais. Recentemente, a fabricante repatriou para os Estados Unidos o terceiro jato afetado pela disputa, reaquecendo críticas do presidente Donald Trump contra a China nesta quinta-feira, 24.

O objetivo da ação é evitar a repetição do acúmulo de aeronaves não entregues, conforme episódios anteriores decorrentes de crises nos setores de segurança e de comércio exterior. A empresa também tenta assim proteger seus esforços de redução de dívidas em meio a um cenário internacional de tensão.

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Boeing revela negociação

Durante uma conferência com analistas realizada na quarta-feira, 23, a Boeing anunciou publicamente a intenção de revender as aeronaves. Segundo o diretor financeiro da companhia, Brian West, a demanda está alta. “Clientes estão ligando, pedindo mais aviões”.

Por tradição, negociações dessa natureza são feitas de forma confidencial, pois podem gerar ruídos no mercado. Desta vez, no entanto, a fabricante optou pela exposição como forma de pressão. “Devido às tarifas, muitos de nossos clientes na China indicaram que não irão receber as entregas”, declarou o CEO Kelly Ortberg.

Cenário pressiona Pequim e Washington

Para especialistas do setor, os comentários da Boeing servem como alerta tanto para Pequim quanto para Washington. O impasse tarifário entre as duas maiores economias do mundo pode causar prejuízos de longo prazo. O risco decorre da postura das companhias aéreas chinesas em aumentar a sua capacidade ao passo em que a Boeing acumula estoques.

No início deste mês, Trump elevou as tarifas básicas sobre importações chinesas para 145%. A China, desse modo, respondeu com uma taxa de 125% sobre produtos norte-americanos. A escalada de tensões comerciais vem impactando diretamente setores estratégicos como o da aviação.

Nesta quinta-feira, 24, Trump foi às redes sociais para criticar a China e apoiar a Boeing. Em uma publicação na Truth Social, afirmou que a fabricante “deveria dar um calote na China” pelos aviões não recebidos.

Segundo Trump, esse episódio é “apenas um pequeno exemplo do que a China tem feito com os Estados Unidos há anos”. A Boeing, até o momento, não se manifestou sobre os comentários do ex-presidente.

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