publicidade
Economia

BlackRock abandona iniciativa ambientalista da ONU

Além da maior gestora de recursos do mundo, outros grandes bancos e instituições financeiras estão cancelando iniciativas ESG

Sede da BlackRock
Sede da BlackRock

A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, decidiu se retirar da Net Zero Asset Managers Initiative (Nzam), iniciativa climática patrocinada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Sede da BlackRock em Nova York | Crédito:  REUTERS/Carlo Allegri/File Photo
Sede da BlackRock em Nova York | Crédito: REUTERS/Carlo Allegri/File Photo

A Nzam foi lançada em 2021 e reúne empresas do mundo inteiro que atuam para alcançar a neutralidade de carbono reduzindo as emissões de CO2.

Receba nossas atualizações

A decisão da BlackRock segue a de seis outros gigantes do mercado financeiro, como

  • Goldman Sachs
  • Wells Fargo
  • Citi
  • Bank of America
  • Morgan Stanley
  • JPMorgan Chase

que se retiraram da iniciativa da ONU no mês passado.

Saiba mais: BlackRock eleva participação na Cosan

O principal concorrente da BlackRock Vanguard Group saiu da mesma aliança no final de 2022.

Em julho, a iniciativa da ONU contava com mais de 325 membros, totalizando US$ 57,5 ​​trilhões em ativos sob gestão.

BlackRock já foi emblema de ESG no mercado financeiro

A reviravolta da BlackRock é particularmente notável, pois a empresa já foi o emblema do movimento de investimentos ligados a políticas ESG, acrônimo inglês das palavras ambiental, social e de governança.

Saiba mais: CEO da BlackRock se reúne com representante do rei saudita

Mas esse movimento está começando a sofrer revés. Várias empresas estão se afastado amplamente de iniciativas relacionadas à mudança climática, equidade e inclusão da diversidade antes do início do segundo governo Trump.

O presidente eleito Donald Trump chamou a mudança climática de “farsa” e deveria revogar leis ligadas a esse assunto.

Ambientalismo e violação da concorrência

No final do ano passado vários estados americanos governados pelo Partido Republicano processaram os fundos que estão atuando políticas ESG, considerando essas práticas em violação das leis de proteção da concorrência, influenciavam negativamente o desenvolvimento do setor de combustíveis fósseis e provocaram um aumento de preços.

“A nossa adesão a estas organizações causou confusão relativamente às práticas da BlackRock e submeteu-nos a investigações por parte de vários órgãos pública”, explicou a empresa em uma carta explicando a saída do grupo da ONU.

Além disso, juntamente com outras empresas, a BlackRock foi citada num relatório do Comité Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA que afirma ter encontrado “evidências de conluio e comportamento anticompetitivo” por parte do setor financeiro para “impor objetivos ESG radicais” às empresas americanas.

Saiba mais: BlackRock aumenta participação no Iguatemi

A BlackRock sempre negou qualquer irregularidade e disse que “o processo desencoraja o investimento em empresas nas quais os consumidores confiam”.

Atualmente a BlackRock administra cerca de US$ 12 trilhões em ativos de seus clientes, uma alta de 26% em relação ao ano anterior.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. sanir karam semaan
    sanir karam semaan

    quem começou com essa estupidez de esg foi a própria Black , agora com Trump ela muda de ideia , agora vamos ver se as outras empresas também seguem esse modelo e voltamos a ter lucro na siderurgia brasileira, essas ideias da ONU sempre ideias retardadas , que nos brasileiros saímos os primeiros a seguir , sem discutir.
    quase 90 porcento de nossa energia é renovável . e ficamos seguindo ordens. nos é que deveríamos definir o modelo de sustentabilidade energética do mundo . uma vergonha esse nosso ministério do meio ambiente produzindo morte e fome pelo país .

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade