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Economia

Bill Gates deixa lista dos dez homens mais ricos do mundo

Ele se manteve nesse ranking por 34 anos ininterruptos — e é quem ficou mais tempo no topo

Bill Gates, que se identifica politicamente como de centro-esquerda, defende um sistema tributário progressivo | Sebastian Derungs/World Economic Forum/Flickr
Bill Gates, que se identifica politicamente como de centro-esquerda, defende um sistema tributário progressivo | Sebastian Derungs/World Economic Forum/Flickr

Alguns anos atrás, duas coisas pareciam impossíveis. Uma era o fim da hegemonia do Windows, software da Microsoft. A outra, Bill Gates fora da lista dos homens mais ricos do planeta.

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O empresário não ficou pobre, mas saiu do grupo dos dez mais ricos, segundo a revista Forbes. É a primeira vez que isso acontece em 34 anos. Durante décadas, seu nome foi praticamente sinônimo de “o mais rico entre os ricos”.

Ninguém permaneceu tanto tempo no topo. Ele liderou o ranking de 1995 a 2007. Hoje ocupa a 17ª posição, com patrimônio estimado em US$ 105 bilhões — mesmo após doar US$ 60 bilhões ao longo da vida. Só esse valor doado já superaria a fortuna do japonês Masayoshi Son, 30º da lista (US$ 55 bilhões).

Se retomasse cada centavo que já doou, ele voltaria acima dos dez mais. Superaria a sétima fortuna — os US$ 155 bilhões pertencem ao CEO da Nvidia, Jensen Huang. Ainda assim, ficaria montanhas de dinheiro longe do topo.

Às vezes, até Bill Gates fracassa

A era do smartphones encerrou a hegemonia do Windows. O empresário continuou no topo por anos, mesmo depois do surgimento desses aparelhos. O começo do fim da plataforma aconteceu em 27 de junho de 2007, quando a Apple mostrou ao mundo o primeiro iPhone e deu início à popularização dos celulares inteligentes. A partir daí, o computador cabia na palma da mão, com a interface no padrão da empresa: simples e funcional.

Em seus telefones, a Apple implantou o sistema iOS. Depois, veio Android, do Google, usado por quase todos os outros fabricantes. A Microsoft tentou competir e colocou o Windows Phone no mercado, mas depois de uma década de tentativas encerrou o projeto em 2019. Enquanto isso, os outros dois concorrentes se tornaram, praticamente, padrão universal.

Em 2024, a Microsoft faturou US$ 245 bilhões, somando toda a sua linha de produtos. O Windows foi responsável por 23 bilhões. A Apple ganhou mais: US$ 390 bilhões — por volta de US$ 200 bilhões vieram das vendas do iPhone.

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