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Economia

BC rejeitou venda do Letsbank, do Master, por dúvida sobre origem do dinheiro

Órgão baseou sua análise nos critérios estabelecidos pela Resolução nº 4.970, do Conselho Monetário Nacional; entenda

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central | Foto: Raphael Ribeiro/ BC
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central | Foto: Raphael Ribeiro/BC

O Banco Central (BC) recusou o pedido de transferência do controle do Letsbank, pertencente ao grupo Master, para o empresário Maurício Quadrado, em razão de ausência de comprovação da origem lícita dos recursos e da real capacidade financeira de Quadrado.

O órgão baseou sua análise nos critérios estabelecidos pela Resolução nº 4.970, do Conselho Monetário Nacional. Este exige, entre outros pontos, a verificação da reputação dos envolvidos e a legalidade do capital investido.

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De acordo com documento obtido pelo jornal Valor Econômico, além de avaliar a capacidade financeira, o BC examinou se os possíveis controladores possuem reputação ilibada. A ação envolve checar eventuais processos criminais, administrativos e financeiros em nome dos interessados.

A mera existência de notícias negativas ou positivas não é suficiente para reprovar ou aprovar o nome. Dessa forma, o órgão segue critérios objetivos expressos em norma.

Decisão do BC e consequências para o Letsbank

Letsbank e Banco Master faziam parte do mesmo conglomerado financeiro; Banco Central liquidou ambos em novembro de 2025
Letsbank e Banco Master faziam parte do mesmo conglomerado financeiro; Banco Central liquidou ambos em novembro de 2025 | Foto: Reprodução/Internet

A decisão de impedir a venda ocorreu em setembro do ano passado. Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Letsbank e de outras empresas do conglomerado Master.

Atualmente, a administração do Letsbank está sob responsabilidade da EFB Regimes Especiais, a qual o próprio BC indicou para conduzir a gestão da instituição.

Maurício Quadrado tinha sido sócio do Banco Master até meados de 2024, quando vendeu sua participação ao então presidente Daniel Vorcaro. O acordo previa que Quadrado ficaria com o Letsbank, mas o BC rejeitou a transferência. O nome do banco chegou a ser alterado para Bluebank, mas retornou à denominação original depois da recusa do órgão regulador.

Leia também: “Os tentáculos do Master”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 305 da Revista Oeste

Tanto Vorcaro quanto Quadrado e outros indivíduos foram alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no início deste ano. Durante a operação, Toffoli também determinou o bloqueio e o sequestro de R$ 5,7 bilhões em bens de 38 pessoas investigadas.

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