Em um dia marcado pela forte alta do dólar ante o real no Brasil, após o presidente Jair Bolsonaro ter demitido o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, o Banco Central (BC) entrou no mercado no fim da manhã. A autarquia promoveu entre instituições financeiras leilão de US$ 1 bilhão numa tentativa de segurar a cotação da moeda norte-americana. A intervenção foi feita por meio de swap cambial, um tipo de contrato ligado ao câmbio que, ao ser negociado pelo BC, tem um efeito equivalente à venda de dólares no mercado futuro. Como o mercado futuro da moeda norte-americana é o mais líquido no Brasil, sempre que negocia swaps o BC acaba por afetar também a cotação do dólar à vista — utilizado em transações comerciais, remessas ao exterior e operações entre instituições financeiras, por exemplo. Após ter promovido o leilão de US$ 1 bilhão em swaps entre 11h15 e 11h25 da manhã, o BC vendeu ainda outros US$ 800 milhões em swaps entre 11h30 e 11h40 — nesse caso, numa operação já prevista, para renovar alguns vencimentos desses contratos cambiais programados para o início de abril. O efeito da atuação do BC foi perceptível. Após ter sido negociado a R$ 5,53 mais cedo, o dólar à vista era vendido a R$ 5,49 às 12h27. A alta no dia era de 2,08%.
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Com informações do Estadão Conteúdo






































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