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Economia

Bancos Centrais do Brasil e do mundo temem que Ômicron sustente inflação

Países mudam pensamento sobre impactos da pandemia na economia e decidem aumentar juros, além de diminuir estímulos

Federal Reserve banco central
Wall Street já espera um aumento maior para o segundo semestre Foto: Divulgação/Banco Central dos Estados Unidos

A variante Ômicron do novo coronavírus está fazendo não só o Banco Central do Brasil, mas de outros países, a aumentarem taxas de juros e a diminuírem os estímulos à economia para combater a inflação.

No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil elevou a taxa básica de juros (Selic) de 7,75% para 9,25%. Esse foi o sétimo reajuste consecutivo da taxa.

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O mercado avaliaa que a inflação deve atingir 10,18% de alta neste ano.

Além disso, na semana passada, o Federal Reserve dos Estados Unidos, o Banco Central da Europa, o Banco da Inglaterra e o o Banco Central da Rússia entraram em ação.

Eles aumentaram as taxas de juros e restringir políticas de estímulos à economia. Em contrapartida, países do sudeste da Ásia não mexeram em suas políticas monetárias.

As medidas tomadas pelos países ocidentais e pela Rússia refletem uma nova tendência de pensamento sobre os efeitos da pandemia na economia.

Ou seja, eles entendem que além de diminuir o crescimento econômico, uma nova onda de covid-19 também pode prolongar a alta da inflação.

Os Estados Unidos deram início, em março de 2020, a medidas para estimular a economia como, por exemplo, a compra de títulos na ordem de US $120 bilhões por mês (R$ 666 bilhões).

Em novembro, com a alta inflacionária relacionada à crise energética, esses estímulos começaram a ser cortados.

Impacto da Ômicron deve ser de inflação, e não deflação

Analistas acreditam que, diferentemente do primeiro ano de pandemia, o surgimento de novos casos da covid-19 está tendo impacto menos severo nos gastos da população e na criação de empregos, segundo o Wall Street Journal.

De acordo com a publicação, no início da pandemia as políticas de lockdown fizeram a demanda por produtos e serviços diminuir. Por outro lado, a oferta continuou alta — o que causou deflação.

Agora, a tendência é que os governos fiquem mais relutantes em implementar novos lockdowns. Por isso, deve ocorrer o efeito reverso: a inflação. Cientistas ainda estão estudando a Ômicron.

Pesquisas mais recentes indicam que a nova cepa têm efeitos mais suaves que variantes anteriores. No entanto, é capaz de se espalhar mais rápido apesar das ações de vacinação implementadas globalmente.

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2 comentários
  1. Evandro Tragancin Junior
    Evandro Tragancin Junior

    Vírus nenhum causa inflação. O que causa inflação (nos termos de hoje, aumento contínuo e generalizados dos preços) é criação de moeda. O que explica a inflação no Brasil e nos EUA? Basta ver os agregados monetários e constatar que a quantia de moeda aumentou 50% em 2020/2021. Mais moeda e mesma oferta de serviços = preços mais altos. Não é alquimia, misticismo ou mágica, só uma lei da economia.

  2. Valdir Sola
    Valdir Sola

    A pandemia é a desculpa esfarrapada que os bancos centrais e governos estão utilizando para justificar a inflação. A impressão desenfreada de dinheiro distribuído a rodo pelos bancos centrais não causou absolutamente nada não é mesmo?. Cambada de cretinos dissimulados!

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