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Economia

Banco dos EUA aposta em 'troca de regime' no Brasil em 2026

A instituição observa a possibilidade de o Banco Central brasileiro encerrar a sequência de elevações da taxa básica de juros em junho

JP MORGAN
Em novembro de 2024, o banco reduziu os papéis no Brasil de “overweight” para “neutra” | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O maior banco dos Estados Unidos, o JP Morgan, voltou a apoiar as ações brasileiras, projetando que o ciclo de alta da taxa básica de juros do país, a Selic, se aproxima do fim. A instituição prevê uma possível alteração do regime no país em 2026.

Em novembro de 2024, o banco norte-americano revisou sua postura sobre os papéis no Brasil. Diante de um ambiente econômico e político desafiador, a avaliação foi reduzida de “overweight” para “neutra”.

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Na ocasião, a instituição aumentou sua recomendação para o México, ao perceber que o cenário global favorecia o país.

Contudo, nesta segunda-feira, 10, o JP Morgan alterou sua postura e voltou a indicar “overweight” para as ações brasileiras. Ao mesmo tempo, ajustou a avaliação do México para “neutra”.

No mercado financeiro, o termo “overweight” representa projeções de que determinados ativos terão desempenho positivo, acima do esperado em algum outro momento.

O banco destaca que “parece ser um mundo de crescimento mais lento dos EUA e dólar mais fraco, o que abre a possibilidade de maiores cortes” do Sistema de Reserva Federal norte-americano.

Nesse sentido, “se isso ocorrer na ausência de uma recessão nos EUA, deve ser um cenário bastante otimista para os mercados emergentes, e o Brasil é um dos betas mais altos dessa história”.

Banco ressalta caráter “tático” nas mudanças

A instituição dos EUA observa que as pesquisas de confiança têm se deteriorado em diversos setores. Esse cenário aumenta a probabilidade de o Banco Central encerrar o ciclo de alta da Selic em junho. Caso isso ocorra, o órgão fixará a taxa em 15,25%.

Além disso, o banco norte-americano considera a possibilidade de uma redução mais próxima, com a Selic sendo mantida em 14,25% já na próxima semana. Apesar da visão mais otimista sobre o Brasil, o JP Morgan destaca que a alteração na recomendação tem caráter “tático”, não “estrutural”.  

O banco justificou essa posição ao afirmar que os problemas fiscais que motivaram o rebaixamento anterior ainda persistem.

Leia também: “Procon-SP notifica Voepass e envia fiscais a Congonhas”

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