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Economia

Banco Central promete maior intervenção da história no câmbio em dezembro, com US$ 27,7 bi

Para esta sexta-feira, 20, são previstos leilões de US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões; recorde atual ocorreu na pandemia

Dólar atingiu recorde histórico nos últimos dias | Foto: Reprodução/Pixabay
Dólar atingiu recorde histórico nos últimos dias | Foto: Reprodução/Pixabay

Os leilões de dólares à vista e com compromisso de recompra programados para esta sexta-feira, 20, sugerem que o Banco Central (BC) pode realizar a maior intervenção no câmbio da história do regime de câmbio flutuante, considerando apenas esses dois mecanismos.

Com os lotes máximos previstos para os leilões de sexta, de US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões, somados aos nove leilões realizados desde o dia 12, o BC pode injetar até US$ 27,760 bilhões no mercado neste mês. O recorde atual é de US$ 23,354 bilhões, registrado em março de 2020, durante a pandemia de covid-19.

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Somente nesta quinta-feira, 19, o BC disponibilizou US$ 8 bilhões no mercado de câmbio por meio de dois leilões à vista, o que marcou a maior intervenção da história nessa modalidade. O valor é mais que o dobro do recorde anterior, registrado em 9 de março de 2020 (US$ 3,465 bilhões).

No acumulado de dezembro, até esta quinta-feira, 19, a autarquia já injetou US$ 13,760 bilhões no mercado, o maior volume histórico para o período.

O dólar encerrou o pregão de quinta-feira em queda de 2,27%, cotado a R$ 6,1237, mas ainda acumula alta de 1,53% na semana, 2,04% em dezembro e 26,17% no ano, sendo o pior desempenho entre as moedas emergentes em 2024.

Leia também: “Banco Central confirma estouro da meta de inflação em 2024”

Banco Central vai continuar intervindo no câmbio

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, declarou, durante coletiva de imprensa, que a instituição está monitorando diariamente o fluxo de saída de dólares do país, que tem superado a média. Ele assegurou que o BC vai continuar intervindo no mercado sempre que identificar disfunções.

Embora as análises apontem uma demanda por atuações no mercado à vista, Campos Neto não descartou o uso de outros instrumentos.

“Isso não significa que a gente não vai atuar daqui para a frente com swaps: a gente sempre olha as demandas, olha os fluxos, vê o que está mapeado na Ptax, o que é saída física, e escolhe os melhores instrumentos”, afirmou Campos Neto. “A gente tem uma liberdade entre os instrumentos.”

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2 comentários
  1. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    10% das reservas!?
    não vai dar nem pro cheiro… vai virar pó em 10 dias e ai o reeboot virá…FOooRTEeeee!! dolar vai a 6,60 reais… muita gente vai voltar mais cedo das ferias de janeiro viu. pois a inflação vai estalar no lombo.

  2. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    Sugiro retornar o Real ao primitivo nome de Cruz Credo … a f f e !!!

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