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Economia

Banco Central mantém Selic em 10,5% com voto unânime do Copom

O diretor de política monetária da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, votou junto com o presidente Roberto Campos Neto

Banco Central Copom
Copom do BC interrompeu nesta quarta-feira, 19, série de cortes da taxa básica de juros do Brasil | Foto: Divulgação/Senado Federal

A sequência de cortes da taxa básica de juros do país, a Selic, chegou ao fim. Diante de dados recentes que indicam crescimento da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter o indicador em 10,5% ao ano. Anunciada no início da noite desta quarta-feira, 19, a decisão se deu de forma unânime. Ou seja, o diretor de política monetária da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, votou, assim como os demais indicados pelo governo petista, da mesma forma que o presidente da instituição, o economista Roberto Campos Neto.

Além de Galípolo e Campos Neto, os outros sete integrantes do Copom votaram pela manutenção do atual patamar da Selic: Ailton de Aquino Santos, Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira. Desses, quatro são indicações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Com a decisão de manter a Selic em 10,5%, o Copom do BC interrompeu a série de corte que vinha desde 2 de agosto do ano passado. Na ocasião, o colegiado decidiu reduzir a taxa em 0,5 ponto porcentual — foi de 13,75% para 13,25%. Desde então, os juros básicos foram os seguintes:

  • 12,75% — 20/9/2023;
  • 11,75% — 13/12/2023;
  • 11,25% — 30/1/2024;
  • 10,75% — 20/3/2024; e
  • 10,5% — 8/5/2024;

Temor pelo aumento da inflação

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Equipe do BC admite: teme a inflação no Brasil | Foto: Reprodução/Freepik

Em comunicado, o Copom informa que a manutenção se dá, entre outros fatores, pela “elevação das projeções de inflação“. Além disso, o comitê ressalta que há incerteza em relação ao cenário econômico global.

“Eventuais ajustes futuros na taxa de juros serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta”

Copom, ao manter a Selic em 10,5%

“Ademais, que a política monetária deve se manter contracionista por tempo suficiente em patamar que consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, informa o Copom, em trecho do comunicado oficial. “O comitê se manterá vigilante e relembra, como usual, que eventuais ajustes futuros na taxa de juros serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta.”

Copom mantém Selic em 10,5% em meio a ataques do governo Lula

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Selic vai seguir em 10,5%, define Copom | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A decisão do Copom em manter a Selic em 10,5% se dá diante de ataques feitos por parte de integrantes do governo federal, inclusive do presidente da República. Nesta terça-feira, 18, Lula acusou, por exemplo, Campos Neto de “ter lado político” e de trabalhar para “prejudicar o país”.

Leia mais:

Deputada federal pelo Paraná e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, assinou nota em que critica a autonomia do Banco Central. Além disso, o partido anunciou, na manhã desta quarta-feira, que irá acionar Campos Neto na Justiça.

Os petistas não informaram se irão processar Galípolo e os demais membros do Copom. Afinal, eles votaram em sintomia com o parecer de Campos Neto.

Leia também: “Um governo tragicômico”, artigo de Ubiratan Jorge Iorio publicada na Edição 209 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Christian
    Christian

    Narizinho e Burrão, até os seus indicados votaram contra, ou seja o DESGOVERNO está sendo reconhecido por todos. Até para quem fez o “L”.
    E com isso, O que será que será, comemorando aniversário em Paris.

  2. Oldair Dorigon Bianco
    Oldair Dorigon Bianco

    Chupa uma de jegue, que são da tua família, luladrão.

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