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Economia

Banco Central desiste de regular o Pix Parcelado

Decisão provoca reação de entidade, que cobra padrões claros e proteção ao usuário

PIX incorpora novos mecanismos antifraude | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O BC também proibiu as instituições financeiras de utilizarem o nome Pix Parcelado | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Banco Central (BC) anunciou que não vai mais criar regras específicas para operações de crédito ligadas ao Pix. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira, 4, durante o Fórum Pix, em Brasília. Além disso, a autarquia proibiu o uso da expressão “Pix Parcelado”, embora variações semelhantes sigam liberadas.

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O recuo encerra meses de indefinição. Técnicos avaliavam desde setembro uma proposta de padronização, adiada duas vezes. O setor aguardava normas para unificar a apresentação do produto, esclarecer custos e estabelecer critérios mínimos de transparência.

Oferta heterogênea amplia risco para quem contrata

Sem padronização, cada banco define taxas, prazos e formas de cobrança de maneira própria. Essa dispersão, segundo especialistas, dificulta a comparação e reduz a clareza ao usuário. Na prática, juros e custo total aparecem apenas nas últimas etapas da contratação.

Apesar de nomes que sugerem parcelamento convencional, o serviço funciona como um empréstimo acoplado ao pagamento instantâneo. O lojista recebe o valor integral. O cliente paga prestações com juros mensais próximos de 5%, enquanto o custo total costuma alcançar cerca de 8% ao mês.

No encontro, representantes do BC disseram que acompanharão o avanço das soluções do mercado, mas não detalharam como será a fiscalização do uso de novas nomenclaturas.

Idec critica recuo e pede regras mínimas sobre o Pix

O Instituto de Defesa de Consumidores classificou a decisão como prejudicial ao usuário. A entidade afirma que o mercado já oferece produtos distintos, sem previsibilidade de juros e sem garantias mínimas. Para o Idec, isso cria ambiente favorável a abusos e aumenta a possibilidade de endividamento.

A instituição destaca ainda que a força da marca Pix pode estimular escolhas impulsivas, já que o sistema é visto como seguro e amplamente aceito. Em nota, o órgão lembra que o país vive um cenário delicado de endividamento e que produtos de crédito sem normas claras tendem a ampliar a fragilidade das famílias.

Leia também: “Nubank vai pedir licença para operar como banco no Brasil”

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1 comentário
  1. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    Pix parcelado vai ser igual a “limite especial” “cheque especial” onde vc usa um dinheiro a vista que não tem e ao cair algum dinheiro na sua conta o banco automaticamente toma ele, quem usar ele vai automaticamente ficar sem salario e se nao tiver saldo o suficiennte pra cobrir vai ficar endividado com taxas de cobrança impagaveis em bola de neve, no fim vai ficar sem salario e trabalhando pra pagar apenas taxa infinita e oculta de banco

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