O Comitê de Política Monetária (Copom) começa a decidir nesta terça-feira, 28, o novo patamar da taxa Selic. A reunião do Banco Central (BC) ocorre enquanto o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel sacode o mercado de energia. O preço do petróleo subiu e ameaça encarecer combustíveis e transportes no Brasil, o que dificulta o controle da inflação.
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A taxa básica de juros está hoje em 14,75% ao ano. Especialistas do mercado financeiro acreditam em uma redução de 0,25 ponto porcentual na quarta-feira 29. A Warren Investimentos prevê que o BC manterá um tom duro para segurar as expectativas, mesmo que opte por cortar os juros agora.
Pressão nos preços
A inflação brasileira atingiu 4,14% no acumulado de 12 meses. O índice segue dentro do teto de 4,5% definido pelo governo, mas o BC demonstra incômodo. A autoridade monetária teme que a guerra no Golfo Pérsico dure muito tempo e contamine os modelos de projeção de preços.
O dólar alto e a turbulência externa também pesam na balança. O BC usa os juros para frear o consumo e o crédito, evitando que os preços disparem. Se o cenário internacional piorar, o Copom deve manter taxas restritivas por mais tempo para alcançar a meta de 3%.
Juros longe de um dígito
Analistas projetam que a Selic termine o ano em torno de 13%. O mercado duvida que os juros voltem a ficar abaixo de 10% durante a gestão do presidente Gabriel Galípolo. O ambiente externo turbulento obriga o comitê a reavaliar o ritmo de qualquer alívio monetário.
A decisão final sai na noite de quarta-feira 29. O colegiado precisa equilibrar a necessidade de estimular a economia com o risco de os conflitos no Oriente Médio estourarem o teto da inflação. Logo que o anúncio for feito, o mercado ajustará suas apostas para o restante de 2026.
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