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Economia

Banco Central ainda registra R$ 8,5 bilhões em dinheiro esquecido

Prazo adicional para resgates termina em abril

Copom diz que preço alto dos alimentos deve se propagar | Foto: Reprodução/EBC
Copom diz que preço alto dos alimentos deve se propagar | Foto: Reprodução/EBC

Ainda há R$ 8,53 milhões em dinheiro esquecido por clientes nas instituições financeiras do Brasil, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira, 7. Quem ainda não consultou se tem valores a receber pode fazer isso até abril de 2025. 

O prazo para resgate dos valores expirou em 16 de outubro, mas o governo concedeu os seis meses adicionais. “Depois do término desse segundo prazo, caso não haja manifestação dos titulares dos depósitos, os valores serão incorporados ao Tesouro Nacional”, afirmou o Ministério da Fazenda, ao portal g1.

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A pasta ressaltou ainda que a ampliação do prazo para resgate tem por objetivo afastar a ideia de que a incorporação de dinheiro esquecido pelo governo federal é um confisco. A justificativa do ministério é que a manobra fiscal ajudaria o governo a compensar a desoneração da folha de pagamentos.

Maior parte do dinheiro esquecido é composta por pequenas quantias 

Os brasileiros resgataram R$ 395 milhões das contas bancárias em setembro. Até agora, cerca de R$ 6,64 bilhões pertencem a pessoas físicas, enquanto as empresas ainda têm direito a R$ 1,89 bilhão. 

A maior parte dos valores esquecidos está em banco, que totalizam R$ 5,06 bilhões. Administradoras de consórcios vêm logo depois, com R$ 2,27 bilhões de capital esquecido. 

No entanto, a maioria dos recursos é de pequena quantia. O Banco Central revelou que 63,52% dos valores são inferiores a R$ 10, e apenas 1,83% das contas ultrapassam R$ 1 mil a receber.

Como pedir o resgate dos valores

Pessoas físicas e jurídicas que acreditam ter direito a valores esquecidos podem consultar o Sistema de Valores a Receber (SVR), no site do Banco Central. Para fazer a consulta, é necessário informar o CPF ou CNPJ, além da data de nascimento do titular ou do falecido, caso se trate de uma herança. 

Se houver valores a serem resgatados, o dinheiro será devolvido em até 12 dias, desde que todas as informações fornecidas estejam corretas.

Para os casos envolvendo falecidos, os herdeiros ou representantes legais deverão ter o CPF da pessoa em mãos, além de comprovar sua condição de herdeiro, inventariante ou representante legal.

A plataforma de consulta está disponível exclusivamente no site do Banco Central, onde os usuários poderão verificar quais instituições possuem valores a serem devolvidos e seguir os passos indicados para o resgate.

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