O Banco BV prevê um corte da taxa Selic para 12% em 2026. Atualmente, os juros estão em 15% ao ano. As projeções foram divulgadas nesta terça-feira, 25, pelo economista-chefe da instituição financeira, Roberto Padovani.
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Padovani afirmou que o Banco Central (BC) determinou os 15% de taxa quando a inflação seguia em direção aos 6%. Segundo ele, a expectativa de diminuir essa marca para 4% pode forçar um corte nos juros. O economista ainda disse que sentiu “uma mudança marginal na comunicação” do BC na última ata do Conselho de Política Monetária.
“Faz sentido o Banco Central ajustar a taxa nominal”, afirmou o executivo. “Ele está começando a mudar. A gente acha que em janeiro ele comunica um espaço mais claro para cortar juros. Um espaço mais claro para cortar a partir de março.”

O economista-chefe do Banco BV ainda falou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil se tornou mais resistente a choques. Padovani mencionou as tensões geopolíticas, as enchentes no Rio Grande do Sul e o maior o ciclo da taxa de juros em 20 anos.
“Mesmo assim, você vê que a economia continua crescendo”, relatou o especialista financeiro. “Em 2022, 2023 e 2024, foram três anos em que subestimamos o crescimento da economia. Isso nos fez pensar sobre o que está acontecendo. Se a gente está com erros sequenciais, então provavelmente os nossos modelos deixaram de capturar uma história nova de país.”
Para o Banco BV, três fatores influenciam para um PIB brasileiro tão resiliente. São eles:
- reformas estruturantes na economia;
- alto índice de exportações; e
- mercado de trabalho aquecido.
A instituição financeira não prevê recessão econômica para 2026, 2027 e 2028.
Banco reforça a importância de um cenário fiscal controlado
Apesar das previsões otimistas do Banco BV em relação ao corte de juros, a projeção do mercado é de que haja um crescimento da dívida pública para 93% do PIB até 2029. Segundo o setor financeiro, houve um gasto público expressivo em 2023, o que gera efeito sobre dívida.
Padavani afirmou que é preciso construir uma agenda de controle dos gastos do Brasil. Para isso, segundo o economista, é necessária uma “liderança política forte” e um projeto em que todos confiem.
“O que está em jogo é ter uma agenda econômica que seja crível”, afirmou o executivo do Banco BV. “Nosso desafio é montar essa agenda. E não é por conta da discussão técnica dos econômicos. Todos sabem o que tem que fazer.”
Sobre o pleito de 2026, o especialista financeiro afirmou que a questão fiscal está historicamente atrelada à questão política. Ou seja, em tempos eleitorais, governos tendem a gastar mais.
“Você tem um ciclo político dos negócios quando você tem um período eleitoral”, afirmou Padovani. “Ninguém faz ajuste fiscal, ninguém corta gasto. O Brasil não vai ser diferente. Mas o próximo governo deverá fazer isso.”
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Mercado de trabalho aquecido? São mais de setenta milhões no bolsa-família!!! Reformas estruturais? Quais? Fala sério? A propósito, nunca tinha ouvido falar nesse banquinho!!!