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Economia

Azul deixa de voar em 14 cidades brasileiras; veja a lista

Companhia diz que precisa ajustar negócio às condições de mercado

Avião da Azul: novos cortes na operação como forma de driblar a crise no setor abatido pela queda do real e a subida no preço dos combustíveis | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Avião da Azul: novos cortes na operação como forma de driblar a crise no setor abatido pela queda do real e a subida no preço dos combustíveis | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Azul Linhas Aéreas, uma das três maiores companhias do setor em funcionamento no Brasil, anunciou a suspensão de suas operações em 14 cidades. O motivo, conforme comunicado da empresa de capital norte-americano, relaciona-se principalmente às condições econômicas vinculadas à manutenção das aeronaves e ao atendimento à demanda de passageiros.

A Azul sustenta que desenvolve uma reavaliação constante de suas operações e necessidades de mercado. Do total, quatro operações com destinos para cidades do Ceará foram suspensas no dia 13 deste mês. As demais vão ocorrer ao longo de março. Neste caso, a descontinuidade inclui destinos de todas as regiões do País. 

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Onde a Azul vai deixar de voar

13 de fevereiro

  • Crateús (CE)
  • São Benedito (CE)
  • Sobral (CE)
  • Iguatú (CE)

10 de março

  • Campos (RJ)
  • Correia Pinto (SC)
  • Jaguaruna (SC)
  • Mossoró (RN)
  • São Raimundo Nonato (PI)
  • Parnaíba (PI)
  • Rio Verde (GO)
  • Barreirinha (MA)
  • Três Lagoas (MS)

31 de março

  • Ponta Grossa (PR)

Além dessas suspensões, a Azul ajustará a programação nas cidades de Cabo Frio (RJ) e Caldas Novas (GO). Elas não serão suspensas de forma definitiva, porém, seus voos serão sazonais, atuando apenas nos meses de alta temporada, a partir do dia 31 de março.

Os custos do governo Lula

O setor de aviação comercial brasileiro sofre como um todo em razão sobretudo das despesas. O aumento do preço do petróleo e a desvalorização do real impactam direta e igualmente nos custos das companhias, que têm principalmente no combustível seu maior desafio orçamentário. Outro fator é a concorrência, que espreme as margens dos preços das passagens e dessa forma compromete o lucro.

O segmento tem que administrar sobretudo o acúmulo de dívidas vultosas. Parte delas, aliás, resultante do período da pandemia. Com o caixa vazio, as empresas têm dificuldade de investir e financiar o crescimento. Um exemplo deste cenário, por sinal, é a Gol, que se encontra em recuperação judicial, contudo, sem grandes perspectivas.

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