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Economia

O valor do auxílio emergencial é suficiente para passar o mês?

Oeste foi às compras e tirou a prova dos R$ 600: será que é possível passar um mês em casa só com o valor do coronavoucher?

Cesta básica pôde até ser incrementada com o valor do coronavoucher | Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Oeste foi às compras e tirou a prova dos R$ 600 para saber se é possível viver um mês em casa só com o “coronavoucher”

Cesta básica pôde até ser incrementada com o valor do “coronavoucher”
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

O governo anunciou que vai pagar a quarta parcela do auxílio emergencial. Mas o presidente Jair Bolsonaro já avisou: o valor não será mais de R$ 600 como nos três primeiros meses. Ficará entre R$ 300 e R$ 400.

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O benefício é pago a pessoas de baixa renda e trabalhadores informais, prejudicados pelo impacto da pandemia de covid-19 na economia. Mas será que R$ 600 é suficiente para que uma família de quatro membros possa viver durante um mês inteiro? Para efeito de comparação, os beneficiários do Bolsa Família ganham em média R$ 190.

Embora o orçamento doméstico seja composto de uma série de despesas como aluguel, prestação de carro e/ou imóvel, contas de água, luz, quando se reverte o valor exclusivamente para alimentação, constata-se que o auxílio emergencial é significativo. Se a preocupação do governo era evitar a fome do brasileiro de baixa renda durante a crise, o objetivo foi alcançado.

A reportagem de Oeste utilizou o modelo de cesta básica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e acrescentou alguns itens que, mesmo não sendo de primeira necessidade, fazem parte da alimentação do brasileiro, como alho e cebola (para tempero), e biscoitos salgado e doce. Além disso, sabão em pedra e desinfetante foram incluídos na lista.

Dois tipos de carne bovina mais a de frango e a suína estão entre os 23 itens selecionados em um supermercado da Zona Norte de São Paulo.

Print screen dos produtos colocados na cesta básica de Oeste | Foto: Reprodução

Valor total das compras: R$ 232,35. Ou seja, restam R$ 367,65 para ser gastos com outras necessidades durante o período de confinamento.

É preciso lembrar que o objetivo do governo ao repassar o recurso à população não foi incentivar ninguém a deixar de trabalhar para viver à custa dele, mas ajudar os mais necessitados a não passar fome ou ficar sem remédio durante a fase mais crítica da pandemia. Com a provável flexibilização do confinamento nos Estados brasileiros a partir de junho, espera-se que o valor seja reduzido à medida que os trabalhadores retomem suas atividades.

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