publicidade
Economia

Explosão de gastos no governo Lula leva déficit nominal do Brasil ao maior nível desde 2021

Balanço entre despesas e arrecadação alcançou 9,41% do Produto Interno Bruto (PIB)

estadão desoneração Brasil
O presidente Lula (à esq) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (à dir), durante anúncio do Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/2024 - 28/6/2023 | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O aumento dos gastos do governo Lula e a taxa de juros colocaram o déficit nominal do Brasil em uma trajetória de deterioração. Até abril, o balanço entre despesas e arrecadação alcançou 9,41% do Produto Interno Bruto (PIB), maior índice desde janeiro de 2021, quando o impacto da pandemia ainda afetava as contas públicas.

A diferença entre os déficits atuais e os da pandemia reside na composição dos gastos. Enquanto antes os gastos emergenciais pesavam mais, agora a conta de juros é o principal fator.

Receba nossas atualizações

Do déficit nominal acumulado até abril, de R$ 1,066 trilhão, R$ 792,3 bilhões são juros da dívida pública, segundo dados do Banco Central atualizados pela XP Investimentos.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

Outros R$ 274,1 bilhões correspondem ao déficit primário, que engloba receitas e despesas, sem considerar os juros. Técnicos do governo destacam que esse valor inclui precatórios adiados pelo governo anterior, sugerindo cautela nas comparações com o período pandêmico.

Parte da dívida está atrelada à Selic

A Selic, atualmente em 10,5% ao ano, foi reduzida depois de um ciclo de queda iniciado em agosto de 2023, quando estava em 13,75% ao ano. Durante a pandemia, a taxa chegou à mínima histórica de 2%, o que ajudou a conter os gastos com juros.

O Tesouro Nacional revela que 45% da dívida interna está atrelada à Selic, o que significa que qualquer mudança na taxa tem impacto direto nos juros pagos pelo governo.

O cenário internacional de juros elevados também influencia, uma vez que aumenta as taxas cobradas para financiar o Brasil e limita a redução da Selic no curto prazo.

Leia mais

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende a harmonização entre políticas fiscal e monetária e afirma que “os juros altos praticados pelo Banco Central contribuem para a elevação da dívida”.

Já o BC coloca a incerteza fiscal como um dos motivos para a adoção de uma posição mais conservadora na condução da política de juros.

Para este ano, a projeção do governo é de um déficit primário de R$ 77 bilhões. Em 2025, o número pode chegar a R$ 78 bilhões.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Christian
    Christian

    Belo trabalho para um estudante de economia alçado a ministro…

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade