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Economia

Atividade econômica recua em outubro, diz Banco Central

IBC-Br cai 0,2% no mês, mas mantém crescimento no acumulado do ano

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A atividade econômica brasileira recuou em outubro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 15, pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu 0,2% em relação a setembro, com dados dessazonalizados.

Na comparação com outubro de 2024, porém, o indicador avançou 0,4%. No acumulado do ano, registrou alta de 2,4%. Em 12 meses, o crescimento foi de 2,5%.

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O IBC-Br mede a evolução da atividade econômica e auxilia o Comitê de Política Monetária (Copom) nas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano. O índice reúne dados da indústria, do comércio, dos serviços, da agropecuária e do volume de impostos.

Indicador do Banco Central orienta decisões do Copom

Divulgado mensalmente, o IBC-Br utiliza metodologia diferente da aplicada ao Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo IBGE. Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária”, mas “não é exatamente uma prévia do PIB”.

O PIB representa a soma de todos os bens e os serviços finais produzidos no país. No segundo trimestre deste ano, a economia cresceu 0,4%, impulsionada pelos serviços e pela indústria. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%, o quarto ano seguido de crescimento e o melhor resultado desde 2021.

Inflação e Selic

A inflação de novembro ficou em 0,18%, puxada pela alta das passagens aéreas. Em outubro, por outro lado, o IPCA foi de 0,09%. Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,46%, dentro do intervalo da meta, de 1,5% a 4,5%.

Leia mais: “Banco Central mantém a Selic em 15% ao ano”

A desaceleração da inflação e indicadores como o IBC-Br levaram o Copom a manter a Selic pela quarta reunião seguida, na semana passada. Apesar disso, o BC informou que o cenário segue marcado por incertezas e que a estratégia é manter os juros nesse patamar por um período prolongado.

A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando chegou a 15,25% ao ano. A Selic havia recuado a 10,5% em maio do ano passado e voltou a subir em setembro de 2024. O patamar de 15% foi atingido em junho e mantido desde então.

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