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Economia

Antiga sede da Editora Abril vai a leilão hoje

A oferta inicial é de R$ 110.553.000

grupo abril
Foto: Cristyan Costa/Revista Oeste

Um dos símbolos do jornalismo, o antigo Edifício Abril (EDA) será vendido nesta terça-feira, 18, na plataforma Biasi Leilões. A oferta inicial é de R$ 110.553.000. Além do valor da aquisição, quem arrematar a propriedade vai ter de desembolsar uma quantia que pode chegar a R$ 1 milhão para pagar processo de encerramento da Licença de Operação do imóvel, emitida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. O certame de hoje faz parte do plano de recuperação judicial da empresa, aprovado em assembleia geral de credores em agosto de 2019 e homologado pela Justiça em setembro do mesmo ano. No começo de março, o leilão foi anunciado na revista Veja, a principal publicação da editora. Quem vencer o processo, leva consigo os 55.414 m² de área construída do EDA.

Além das contas a pagar, pesa contra o conglomerado de mídia o crescente êxodo de assinantes. Carro-chefe da Abril, a revista Veja perdeu 285.015 exemplares impressos e digitais em 2020. Representa queda de 52,2% em relação a 2019. Por muito tempo, sua tiragem foi superior a 1 milhão de exemplares por semana. Terminou 2020 com 144.141 cópias em papel, em média, por edição. Dagomir Marquezi, colunista da Revista Oeste, comentou a queda da Abril: “A ‘velha mídia’ está encolhendo. E não só por razões ideológicas. São raros os veículos que conseguiram se adaptar satisfatoriamente à era digital. Ou falar com as gerações mais novas. Muitos não compreenderam os novos modelos de negócios. A ex-maior editora do país, a Abril, é o melhor exemplo dessa incapacidade.”

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Leia também: “O tombo da velha mídia”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 54 da Revista Oeste

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8 comentários
  1. Francisco de Assis Bonfati
    Francisco de Assis Bonfati

    A mídia que denunciou “os grandes escândalos de corrupção” é a mesma que se lambuzava nos recursos públicos, dá para entender porque eles odeiam o atual mandatário da nação. Quem já teve a oportunidade de ver a tabela dos preços de anúncios sabe que apenas o poder público pagava aqueles valores absurdos, entretanto para o anunciante particular davam até 90% de desconto. O detalhe é que a agência de propaganda levava 20% dos gastos públicos com publicidades, faltou teta para tantos bezerros.

  2. hamilton luiz langer
    hamilton luiz langer

    A Abril e principalmente a Veja descobriram tarde demais que comunistas em sua maioria não leem. Vão vender para quem suas revistas impregnadas de ideologia esquerdista?

  3. Livingstone Maynardes
    Livingstone Maynardes

    Não vejo a hora de assistir este mesmo fim ao Grupo Globo Editores. Chega de tentar subverter as cabeças de nossas crianças e jovens com material “didático” que só servem aos governos anteriores.

  4. Ricardo G. Filho
    Ricardo G. Filho

    Errado, Dagomir – a razão da merecida derrocada desses veículos é, SIM, PURAMENTE ideológica. Ao invés de respeitarem a diversidade de seus leitores, esses editores apoucados decidiram parar de informar para apenas praticar ativismo e doutrinação em favor de um dos lados do espectro político.

    Como já advertíamos há muito, a conta agora chegou com juros – revista Época no lixo da história, revista Veja quase acabada, e quiçá em breve, Esquerdão e Foice de SP também. Não deixarão saudades.

    1. Eliel De Torres
      Eliel De Torres

      Concordo plenamente com sua opinião: É a fatura sendo apresentada.

    2. Jose Ricardo Da Cruz Pereira
      Jose Ricardo Da Cruz Pereira

      Carissimo, estarei junto contigo nesta corrente para acabar com esta midia maldita que pensa somente em destruir o pais, não importa o motivo.

  5. CLAUDIO MALAGRINO
    CLAUDIO MALAGRINO

    Triste ver a Abril reduzida a escombros. A editora foi um instrumento importante de informação e até mesmo de educação nos tempos de Roberto Civita, com os livros, fascículos e kits de experiências da Abril Cultural. Hoje caiu nas mãos de grupos que utilizam as poucas publicações que restaram como instrumento político.

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