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Economia

Aneel vê alta de 7% na conta de luz em 2025

Previsão supera a inflação do ano e reflete aumento das despesas

Aumento da conta de luz supera a inflação em 2025 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Aumento da conta de luz supera a inflação em 2025 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que as tarifas de energia elétrica devem encerrar 2025 com um reajuste médio de 7%. A projeção consta no boletim InfoTarifa divulgado nesta sexta-feira, 5. O aumento é superior à inflação do período.

O percentual representa avanço relevante em relação à previsão anterior, publicada em março, quando o órgão regulador calculou uma alta de 3,4%. Segundo a Aneel, a revisão decorre, sobretudo, do orçamento aprovado para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que totaliza R$ 49,2 bilhões neste ano. 

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Aneel: previsão é de piora para 2026

Para 2026, a perspectiva é de um cenário ainda pior. A agência trabalha com a possibilidade de que o montante da CDE ultrapasse o valor registrado em 2025. Estimativas indicam que as despesas podem chegar a R$ 52,7 bilhões no próximo ano. 

O crescimento reflete principalmente o avanço dos custos relacionados à micro e minigeração distribuída. Do mesmo modo, responde aos descontos assegurados às fontes incentivadas, como eólica, solar e biomassa. Esses benefícios, apesar de estimularem a expansão de matrizes renováveis, acabam pressionando o encargo rateado entre todos os consumidores.

Leia também: “Os mensaleiros estão voltando”, reportagem de Silvio Navarro na Edição 299 da Revista Oeste

O fundo setorial reúne majoritariamente cobranças incorporadas às contas de luz, além de receitas provenientes de multas aplicadas pela agência e aportes eventuais do Tesouro Nacional. A CDE financia políticas públicas do setor elétrico, como subsídios tarifários e programas de universalização do acesso à energia.

Na análise comparativa divulgada nesta sexta, a Aneel afirma que a diferença entre a projeção feita em março e a estimativa atual decorre de variações em componentes como encargos setoriais e custos de compra de energia. A agência ressalta que os números podem sofrer novos ajustes até o encerramento do ciclo tarifário, mas reforça que o cenário consolidado para 2025 indica pressão adicional sobre as contas de consumo residencial e empresarial.

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