A Ambipar Emergency Response, braço do grupo Ambipar, pediu à Justiça dos Estados Unidos mais 75 dias para conduzir seu processo de reestruturação.
Ao mesmo tempo, a empresa avalia abandonar o modelo atual do Chapter 11 e migrar para o Chapter 15, que reconhece processos de recuperação judicial estrangeiros. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.
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O caso tramita no Texas. A empresa busca manter exclusividade para apresentar um plano de reorganização e negociar com credores durante esse período adicional.
Empresa avalia mudança de estratégia
A Ambipar ainda não definiu se seguirá com um plano próprio no Chapter 11 ou se encerrará o processo para priorizar o reconhecimento da recuperação judicial em curso no Brasil, iniciada em outubro de 2025.
No Chapter 11, a empresa conduz diretamente a reorganização sob supervisão da Justiça americana, com alcance sobre ativos globais. Já o Chapter 15 funciona como um reconhecimento de processos estrangeiros, com atuação mais restrita aos ativos localizados nos Estados Unidos.
Segundo a companhia, o pedido de prorrogação busca garantir tempo para negociar uma reestruturação consensual e evitar a apresentação de propostas concorrentes por credores.
Credores contestam pedido na Justiça
Parte dos detentores de títulos de dívida se opõe à ampliação do prazo. Em documentos apresentados à Justiça, os credores afirmam que a Ambipar não avançou nas negociações e não apresentou informações claras sobre a situação financeira da empresa.
Os investidores também questionam a condução do processo e apontam falta de explicações sobre cerca de R$ 4 bilhões que teriam deixado o caixa da companhia.
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Para esse grupo, o pedido de extensão serviria apenas para adiar decisões e impedir a apresentação de alternativas por outros credores.
Recuperação ocorre em dois países
A reestruturação da Ambipar envolve processos simultâneos no Brasil e nos Estados Unidos. A empresa entrou em recuperação judicial no país com dívidas estimadas em R$ 11 bilhões e, na sequência, recorreu ao Chapter 11.
A estratégia de mudança para o Chapter 15 foi considerada desde o início, segundo documentos apresentados à Justiça americana. A decisão final dependerá da evolução das negociações com credores e da viabilidade de um plano integrado entre os dois países.
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