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Economia

Alphabet, dona do Google, atinge US$ 3 trilhões em valor de mercado

A única companhia no mesmo patamar é a Nvídia; as duas se beneficiam do boom da inteligência artificial

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Logotipo do Google, da Alphabet | Foto: Pawel Czerwinski/Unsplash

A Alphabet controladora do Google, superou US$ 4 trilhões em valor de mercado. A empresa é a mais recente big tech a cruzar esse patamar, em demonstração de otimismo dos investidores com os avanços em inteligência artificial (IA) da líder em buscas na internet, segundo análise do jornal norte-americano The Wall Street Journal.

Nesta segunda-feira, 12, as ações da Alphabet subiram 1% e alcançaram o recorde de US$ 331,86, o que aumentou a capitalização de mercado da companhia para pouco mais de US$ 4 trilhões. No ano passado, os papéis da empresa avançaram 65%.

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Quatro companhias de tecnologia já negociaram com valor de mercado de US$ 4 trilhões, mas apenas a Nvídia permanece acima desse nível. Apple e Microsoft, que ultrapassaram a marca de US$ 4 trilhões no ano passado, hoje têm capitalizações de mercado de US$ 3,8 trilhões e US$ 3,6 trilhões, respectivamente.

Nvidia registra 109% de alta do lucro anual no terceiro trimestre
Fundada em 1993, a Nvídia projeta unidades de processamentos gráficos (GPUs) e chips | Foto: Reprodução/Nvidia

O Google assumiu ampla vantagem na corrida pelo desenvolvimento de IA com o recente lançamento do modelo Gemini 3, elogiado por sua velocidade, inteligência e capacidades criativas. Ele superou modelos concorrentes em mais de uma dezena de testes de referência, que avaliam diferentes categorias de inteligência.

O Gemini agora conta com mais de 650 milhões de usuários mensais, acima dos 450 milhões registrados no último verão no hemisfério norte. O sucesso do modelo representa um desafio para a OpenAI, a Anthropic e outras startups de IA.

O ChatGPT, da OpenAI, continua sendo o chatbot de IA mais popular, e o Claude, da Anthropic, é considerado um dos melhores modelos para programação. Ainda assim, os avanços do Gemini 3 o tornaram mais capaz para uso em uma gama mais ampla de aplicações.

Sam Altman | Altman é cofundador da OpenAI, uma empresa com sede em São Francisco que está por trás do ChatGTP | Foto: Steve Jennings/Flickr
Altman é cofundador da OpenAI, empresa com sede em São Francisco que está por trás do ChatGPT | Foto: Steve Jennings/Flickr

Em demonstração da força do Google no campo da IA, a Apple anunciou na segunda-feira que escolheu o Gemini para impulsionar uma versão mais personalizada do seu chatbot Siri, prevista para ser lançada ainda neste ano. A Apple tem enfrentado dificuldades para desenvolver suas próprias ferramentas de IA, e as capacidades da Siri ficam muito atrás das oferecidas por chatbots de outras empresas.

A Apple disse ter firmado uma “colaboração de vários anos” com o Google para usar o Gemini como base de seus próprios modelos de IA. “Esses modelos ajudarão a impulsionar futuros recursos do Apple Intelligence, incluindo uma Siri mais personalizada que chegará ainda este ano”, afirmou a empresa.

Lançamento do ChatGPT havia prejudicado a Alphabet

A alta das ações da Alphabet no ano passado marca uma reversão significativa no sentimento dos investidores. O lançamento do ChatGPT, em 2022, alimentou temores de que o mecanismo de busca do Google perdesse tráfego relevante para chatbots, e a empresa demorou a lançar modelos de IA competitivos.

Google e Apple: parceira por uma migração menos trabalhosa | Foto: Reprodução/X
Google e Apple: parceiras para otimização de ferramentas de IA | Foto: Reprodução/X

Durante sua conferência anual de desenvolvedores, em maio, o Google apresentou uma série de produtos avançados de IA e uma versão reformulada do seu buscador, com o recurso AI Mode, que responde às consultas em um formato de conversa semelhante ao de um chatbot. Ainda assim, alguns investidores duvidavam que as novas ferramentas fossem suficientes para dar à empresa uma vantagem sobre os concorrentes.

Em agosto, porém, a estreia da ferramenta de geração de imagens Nano Banana impulsionou o uso do Gemini em sua trajetória de crescimento mais rápida até então, em parte por atrair usuários mais jovens. A empresa informou que a maior parte do crescimento veio de usuários entre 18 e 34 anos.

Em setembro, a companhia obteve uma vitória significativa, quando um juiz federal se recusou a impor penalidades severas depois de concluir anteriormente que a empresa mantinha um monopólio ilegal no mercado de buscas. O magistrado afirmou que a corrida pela IA já havia tornado o mercado de buscas mais competitivo.

Desempenho das ações da Alphabet de 2022 a 2026 | Foto: Reprodução/Investing.com

A News Corp, controladora do The Wall Street Journal, mantém acordos comerciais para fornecer conteúdo às plataformas do Google e por meio de serviços da Apple.

A Alphabet divulgou recentemente uma receita trimestral recorde, impulsionada principalmente pelo crescimento da computação em nuvem e da publicidade. O negócio de nuvem da empresa tornou-se um dos principais motores de receita, com alta de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A empresa de investimentos Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, revelou, em 14 de novembro, que comprou 17,8 milhões de ações da Alphabet durante o terceiro trimestre. Esses ativos estavam avaliados em mais de US$ 4,3 bilhões no fim de setembro.

+ Leia também: “Terapia com IA, um simulacro convincente“, reportagem de Loriane Comeli publicada na Edição 304 da Revista Oeste

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