A invasão do terminal da multinacional Cargill, no Porto de Santarém (PA), provocou reação de lideranças políticas e do setor industrial. O deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), classificou a ocupação como “ato ilegal e incompatível com o Estado Democrático de Direito”.
Em nota, o parlamentar afirmou que a ocupação forçada de instalações privadas extrapola os limites do direito de manifestação e configura prática inadmissível, sobretudo quando há tentativa de impor a paralisação de atividades consideradas essenciais. Segundo ele, embora a legislação brasileira assegure o direito de protesto, não há autorização para invasão de propriedade privada ou interrupção coercitiva do funcionamento de empresas.
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Cargill: riscos ao ambiente de negócios, diz Fiesp
Lupion destacou ainda que a estabilidade das relações institucionais, a segurança jurídica e a proteção da propriedade são pressupostos indispensáveis à convivência democrática.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também se manifestou depois da invasão. Em nota, a entidade declarou indignação com o episódio e ressaltou que ações dessa natureza comprometem o ambiente de negócios e afetam a confiança de investidores.
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Antes da ocupação do terminal, indígenas das regiões do baixo, médio e alto Tapajós já bloqueavam, havia 31 dias, o acesso de veículos ao complexo portuário de Santarém, no oeste do Pará.
De acordo com os manifestantes, a ação foi motivada pela ausência de resposta do governo federal a um pedido de revogação do Decreto 12.600, assinado pelo presidente Lula da Silva em 28 de agosto do ano passado.
A invasão ao terminal privado ocorreu na sexta-feira 20. Os manifestantes mantiveram o movimento ao longo do sábado 21. Segundo a empresa, as operações seguem interrompidas. Imagens do circuito interno registraram a entrada dos indígenas nas dependências da instalação portuária.
O protesto está relacionado à disputa entre o governo federal e o Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (CITA). Lideranças indígenas afirmam que “os rios não são corredores de exportação” e sustentam que manterão a invasão até que o decreto seja revogado.
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Aí Alexandre de Morais e Cia, onde vocês deveriam agir com o mesmo rigor contra esses invadores…..